Curitiba

Arquivo FolhaApesar do movimento, porto não abalou vida tranquila de AntoninaAntonina, a segunda cidade mais antiga do Paraná, comemora seus 200 anos de emancipação política sonhando com conseguir também sua independência econômica. Com a reativação há dois anos do terminal portuário Francisco Matarazzo, que devolveu à cidade o movimento de carretas e navios, Antonina voltou a brigar pelo direito de administrar seu porto e recolher os impostos, hoje centralizados em Paranaguá. A ‘febre municipalista’ que atingiu a cidade já fez a prefeitura até planejar o relançamento de um livro sobre as origens do município, além de discutir a inclusão da disciplina ‘‘História de Antonina’’ nas escolas.
Segundo o secretário municipal de Cultura, Alberto Melo Viana, a intenção é resgatar a importância histórica da cidade, que viveu momentos de efervescência até a desativação do terminal dos Matarazzo, em 1972. Agora, o poder público pretende incentivar a memória dos moradores da região. O relançamento de uma nova edição de ‘‘Antonina - Factos e Homens’’, escrito em 1918 por Ermelino de Leão, foi anunciado oficialmente ontem durante as comemorações do aniversário da cidade.
O livro contém histórias desde a época em que o município era habitado por índios até sua elevação à categoria de cidade, em 1797. Foi nesse ano que o município recebeu o nome de Antonina, em homenagem ao príncipe Antônio, filho de Dom João VI, que nunca esteve no local. Antes, Antonina teve vários nomes, entre eles Graciosa e Capela, em referência à igreja da pequena vila, construída em homenagem à Nossa Senhora do Pilar da Graciosa.
A prefeitura pretende contratar um historiador para registrar os principais acontecimentos da cidade desde 1918, quando o primeiro e único livro sobre Antonina foi escrito. Nesta semana, um carimbo comemorativo resgatando o brasão do município também foi lançado pelos Correios.

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