Reativação do Hospital Londrina está descartada
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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2002
Carina Paccola Reportagem Local 
A reativação do Hospital Londrina, que fica em Cambé, está descartada. Os custos para a compra e a reforma do prédio tornam inviável economicamente o empreendimento, segundo Zualdo Pavia Júnior, da Divisão Médica e de Enfermagem da Secretaria da Saúde do Município de Cambé.
No ano passado, lideranças comunitárias se reuniram com representantes parlamentares e da Secretaria Municipal da Saúde para discutir a possibilidade de reativar o hospital, fechado desde novembro de 1997.
Num terreno de 64 mil metros quadrados, o hospital tem 9.700 metros quadrados de área construída e está à venda por R$ 250 mil. O patrimônio pertence à Golden Cross, empresa de plano de saúde. Zualdo Pavia afirma que um estudo de engenharia da Cismepar (Conselho Intermunicipal de Saúde do Médio Paranapanema) demonstra que o investimento para reativar o hospital seria inviável.
Segundo ele, a intenção da Prefeitura seria implementar um pronto-socorro municipal no local. Fica mais barato construir uma unidade nova, diz.
A maior demanda na área de saúde em Cambé, segundo Zualdo, é de um pronto-atendimento com funcionamento 24 horas, aos finais de semana e feriado. O projeto para essa unidade já está pronto e foi encaminhado para a Secretaria do Estado da Saúde em busca de recursos, de acordo com Zualdo Pavia Jr.
Enquanto não for construída essa unidade, dois postos de saúde municipais irão funcionar até as 22 horas e aos fins-de-semana e feriados segundo ele.
A assessoria de imprensa da Golden Cross, com sede no Rio de Janeiro, informou que o prédio passou a pertencer à empresa como pagamento de dívida, mas que a Golden Cross não tem interesse em explorar comercialmente um hospital.


