Reassentados e Unioeste discutem o ensino superior
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segunda-feira, 22 de maio de 2000
Paulo Pegoraro De Cascavel 
Integrantes da Comissão Regional dos Atingidos por Barragens do Rio Iguaçu (Crabi), que representa famílias que tiveram terras alagadas pelo reservatório da hidrelétrica de Salto Caxias e foram reassentadas em municípios da região, estão diversificando os debates dentro da entidade.
Em conjunto com a Universidade Estadual do Oeste do Paraná e a APP-Sindicato, a Crabi quer que os assentados também se informar sobre o universo acadêmico, através da aproximação com o ambiente universitário. Na semana passada, foi realizado o seminário Universidade e Sociedade em Questão, organizado pelas três entidades.
Além de reassentados que exercem funções de liderança em suas comunidades, participaram professores, estudantes, dirigentes sindicais e profissionais liberais. O coordenador da Crabi, José Uliano Camilo, disse que a entidade tem desenvolvido programas e projetos em áreas, que vão além do interesse específico das 600 famílias que representa.
Margarente Nunes, outra dirigente da entidade, disse que a questão educacional é prioritária nos reassentamntos. Não queremos que amanhã as crianças deixem a terra, atraídas pelas ilusões da cidade. Segundo Margarete, os reassentados também têm interesse nos rumos do ensino superior. Muitos de seus filhos serão universitários e compreendem a importância de sua própria integração com a universidade.
Dirigentes da Crabi enfatizaram que a Unioeste pode dar importante contribuição aos reassentamentos em pelo três áreas básicas: educação, saúde e agricultura. A universidade tem vários cursos relacionados com estas áreas e os estudantes podem atuar nos reassentamentos em programas de extensão comunitária. A Crabi está empenhada em projeto de agricultura ecológica, com métodos alternativos que tambem podem ser orientados pela Unioeste.


