Integrantes da Comissão Regional dos Atingidos por Barragens do Rio Iguaçu (Crabi), que representa famílias que tiveram terras alagadas pelo reservatório da hidrelétrica de Salto Caxias e foram reassentadas em municípios da região, estão diversificando os debates dentro da entidade.
Em conjunto com a Universidade Estadual do Oeste do Paraná e a APP-Sindicato, a Crabi quer que os assentados também se informar sobre o universo acadêmico, através da aproximação com o ambiente universitário. Na semana passada, foi realizado o seminário ‘‘Universidade e Sociedade em Questão’’, organizado pelas três entidades.
Além de reassentados que exercem funções de liderança em suas comunidades, participaram professores, estudantes, dirigentes sindicais e profissionais liberais. O coordenador da Crabi, José Uliano Camilo, disse que a entidade tem desenvolvido programas e projetos em áreas, que vão além do interesse específico das 600 famílias que representa.
Margarente Nunes, outra dirigente da entidade, disse que a questão educacional é prioritária nos reassentamntos. ‘‘Não queremos que amanhã as crianças deixem a terra, atraídas pelas ilusões da cidade’’. Segundo Margarete, os reassentados também têm interesse nos rumos do ensino superior. ‘‘Muitos de seus filhos serão universitários e compreendem a importância de sua própria integração com a universidade’’.
Dirigentes da Crabi enfatizaram que a Unioeste pode dar importante contribuição aos reassentamentos em pelo três áreas básicas: educação, saúde e agricultura. A universidade tem vários cursos relacionados com estas áreas e os estudantes podem atuar nos reassentamentos em programas de extensão comunitária. A Crabi está empenhada em projeto de agricultura ecológica, com métodos alternativos que tambem podem ser orientados pela Unioeste.

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