Reassentados desistem de ocupar hidrelétrica Paulo Pegoraro De Cascavel A Comissão Regional dos Atingidos por Barragens do Iguaçu (Crabi) anunciou ontem que não será cumprida a ameaça de ocupar a Hidrelétrica de Salto Caxias, no Rio Iguaçu, para pressionar a Copel a implantar rede de água para irrigar plantações e alimentar rebanhos nos reassentamentos de famílias que tiveram terras alagadas. A ocupação deveria ocorrer hoje, mas foi cancelada em função de acordo para que as duas partes busquem fontes de financiamento para o projeto. Do encontro de ontem em Curitiba, participaram também outros dois coordenadores da Crabi, Hélio Bruning e Margaret Nunes, Antonio dos Santos Fonseca e Luis Fernando Viana, gerentes da Copel para a área Ambiental, e o deputado estadual Irineu Colombo (PT). Hélio Bruning informou que a companhia ‘‘reconheceu pendências que tem com as famílias e assumiu o compromisso de ajudar na viabilização de recursos para o projeto’’. No entanto, segundo Antonio Fonseca, a Copel havia assumido apenas o compromisso de ‘‘elaborar o projeto’’, o que já foi feito, mas não de executá-lo com recursos próprios. Fonseca relata que serão necessários R$ 1 milhão para levar água aos reassentamentos para a finalidade pretendida.

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