Reassentados colhem segunda safra este ano
Os reassentados de Salto Caxias colheram este ano sua segunda safra. É o caso de Assis da Silva, o Tide, 40 anos, casado, cinco filhos, que deixou seis alqueires de uma área arrendada em Barra Grande, município de Três Barras do Paraná, para ocupar um lote de 10 alqueires na Fazenda Varguinhas, em Catanduvas, a 30 quilômetros de Cascavel. Junto com a terra, a família ganhou casa de alvenaria com água encanada e luz elétrica e um galpão para guardar a colheita.
Tide deixou para trás uma vida difícil. Da safra colhida, 30% do rendimento ia direto para o dono da terra. Descontadas as despesas com semente e adubo, a rentabilidade era quase zero. Antes de ser indenizado pela Copel, Tide havia deixado de plantar. Passou a cuidar apenas do gado e colher feijão para o dono da terra, em troca de um salário mínimo.
O agricultor João Wais Pinheiro conta história semelhante. Ele foi reassentado junto com outras 237 famílias na Fazenda Flamapec, a mais extensa das áreas compradas pela Copel, com 2.731 alqueires, próxima a Cascavel. Sem saudades do passado, ele recorda a vida numa pequena casa de madeira, com goteiras e frestas, no município de Três Barras do Paraná. Ele e os oito filhos cultivavam dois alqueires de terra e faziam trabalhos eventuais em lavouras de outros proprietários.
Nos 14,5 alqueires que recebeu da Copel, João plantou e já colheu milho, soja, arroz, feijão e mandioca. Guardou a colheita no galpão de 150 metros quadrados construído junto com o lote. O mesmo tamanho da casa de alvenaria onde mora hoje, com quatro quartos, luz e água encanada. Como vizinhos, a família Pinheiro tem os mesmos amigos de Três Barras. A política da empresa foi manter nas novas terras as mesmas relações sociais das áreas de origem.





