A falta de respeito pelo dinheiro público ganhou nos últimos anos muitas páginas de noticiários por causa dos diversos processos envolvendo os políticos administradores. As consequências pelo desvio de milhões de reais não estão apenas nos processos judiciais. Pelas ruas da cidade é possível observar uma série de erros e problemas nas construções públicas. São fatos e situações que ora revelam a ausência de investimento por falta dos recursos desviados, e em outros casos, obras inadequadas, mal feitas ou mal acabadas, com o uso do dinheiro público.
Mergulhar no túnel do Viaduto da Guaiapó, em Maringá, localizado no trecho urbano da BR-376, mostra justamente esta faceta. No entrocamento superior do viaduto, os operários não ‘‘vencem’’ tapar um buraco que veio junto com a obra por causa, provavelmente, de falha estrutural. O buraco é ‘‘insistente’’ e se forma na divisa dos dois lados da via.
Observar o viaduto de perto deixa qualquer contribuinte desanimado. Restos de concreto, fios soltos, falta de pintura e pasmem, mato e brotos de árvores nascendo nas fissuras das muretas. São aliás, estas mesmas muretas, mal feitas, que impedem a visibilidade do motorista que acessa o viaduto no sentido para a Avenida Guaiapó.
Na lateral do viaduto, sentido Maringá-Sarandi, os motoristas dos ônibus coletivos interestaduais que ainda não conhecem o trecho não conseguem fazer a curva de acesso à marginal da rodovia. O local passou a ser utilizado com mais frequência depois da construção de um outro viaduto, o Centenário, para desafogar a avenida que margeia a rodoviária.
A própria rodoviária é um exemplo típico de obra feita sem respeito com o dinheiro público. Até hoje, o banheiro feminino está interditado por causa de um problema na construção. A passarela também ficou um período interditada porque os pedestres podiam cair nos buracos. As pastilhas das paredes externas são outro problema porque não resistem à chuva e ao sol e caem com facilidade.
Outro dia, uma tentativa de fuga no minipresidío mostrou a fragilidade dos materias utilizados na construção pública. É o típico caso das licitações que não trazem à realidade o objetivo para qual foi destinado o dinheiro da obra. E assim vai o dinheiro do contribuinte.

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