Reajuste salarial ainda sem definição
O Sindicato dos Trabalhadores no Transporte Rodoviário de Londrina (Sinttrol) e o Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Municipal de Passageiros e de Características de Metropolitano de Londrina (Metrolon) continuam sem acordo sobre o reajuste salarial de 13% reivindicado pelos trabalhadores. Em reunião realizada ontem entre os dois sindicatos, a discussão sofreu um retrocesso: o Metrolon apresentou um índice de reajuste inferior aos 5,6% cogitados nas últimas discussões.
''Nós já recusamos. Aí não seria nem aumento salarial, seria abono'', afirmou o presidente do Sinttrol, João Batista da Silva. As empresas que operam o sistema de transporte coletivo em Londrina TCGL e Francovig condicionavam a concessão dos 5,6% de reajuste à redução da taxa de gerenciamento repassada à Companhia Municipal de Transporte e Urbanização (CMTU), de 4% para 1%. A CMTU recusou a proposta.
Silva não quis comentar as novas propostas apresentadas ontem, alegando que seria ''precipitado'' divulgar as informações antes da assembléia da categoria, marcada para hoje, às 9 horas. Ele disse que só haverá definição sobre uma possível greve da categoria após a última das reuniões agendadas entre Sinttrol e Metrolon, marcada para a próxima segunda-feira. ''Se tivermos que apelar para uma paralisação, retomaremos a nossa pauta original de reivindicações, que inclui 81 cláusulas'', ameaçou. Silva disse que a categoria já se mostrou disposta a fazer concessões, inclusive sobre o valor dos reajustes.
O advogado do Metrolon, Carlos Roberto Ribas Santiago, declarou que as empresas oferecem o que ''a regra do jogo exige'': reposição de 4,99%, conforme o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O percentual corresponde ao acumulado dos últimos doze meses. Santiago ressaltou, entretanto, que a pauta que está em discussão inclui 10 ítens, entre os quais duas alternativas de negociação salarial. Hoje, o Sinttrol realiza assembléia da categoria e as partes voltam a se reunir na próxima segunda-feira. (V.N. e L.A.)





