Reajuste proposto pela prefeitura custa R$ 1,35 mi/mês
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 18 de fevereiro de 2003
Emerson Dias<br> Reportagem Local 
Representantes da Prefeitura de Londrina e do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sindserv) mais uma vez não entraram em acordo ontem sobre o índice de reajuste salarial para a categoria. Os funcionários insistiram nos 34,64% referentes às ''perdas acumuladas'' , mas a administração ofereceu 15,73% em reunião realizada na prefeitura. O índice apresentado pela administração, caso seja aceito, representará um impacto de R$ 1,35 milhão mensal aos cofres públicos.
O maior impasse ficou por conta do sistema de pagamento proposto pela prefeitura (cinco parcelas entre março e dezembro deste ano) e também quanto a manutenção ou não do abono de R$ 70,00, pago aos servidores desde fevereiro do ano passado. ''Queremos melhorar a proposta para levar à assembléia. Assim como está (reposição sem abono), não passa de jeito algum'', disse a presidente do Sindserv, Marlene Valadão.
O secretário de Gestão Pública, Gláudio Renato de Lima, que já presidiu o sindicato, argumentou que as barreiras fiscais (arrecadação sem previsão) e legais (Lei de Responsabilidade) limitam o gasto com funcionários ao máximo de 51,3% do total da receita do município. ''Fizemos nove simulações e estamos apresentando a melhor proposta. Não estamos dando margem para negociação'', disse Lima, enquanto apresentava demonstrativos mensais.
Somente os funcionários da administração direta absorvem atualmente R$ 5,3 milhões/mês. Com o reajuste, referente às perdas salariais entre fevereiro de 2000 e janeiro de 2002, este valor subiria para R$ 6 milhões.
A manutenção do abono, segundo o secretário, será levada ao prefeito Nedson Micheleti (PT) e pode ser incluída na proposta. ''Não podemos garantir que o valor continuará sendo R$ 70,00, mas podemos recalcular o impacto.''
A próxima rodada de negociações será amanhã e contará com a presença de Micheleti. A votação da proposta final será durante uma reunião prevista também para amanhã à noite, na sede do sindicato. ''Mas fica a proposta de sentarmos novamente para discutir as perdas de fevereiro (do ano passado) até agora'', adiantou o diretor de Finanças do Sindserv, Mário Alves de Oliveira.


