Reajuste para docentes só em 2007, avisa governo
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segunda-feira, 03 de julho de 2006
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
A maioria esmagadora dos docentes da Universidade Estadual de Londrina (UEL) não participou ontem à tarde da audiência pública realizada na Câmara Municipal de Londrina e, portanto, não presenciou a promessa feita pelo diretor geral da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), Jairo Pacheco. Ele avisou que o reajuste salarial pretendido pela categoria só deverá sair no ano que vem.
Diante de galerias e plenário vazios, professores da instituição, vereadores e representantes das assembléias estadual e federal e da reitoria da UEL, discutiram o problema da defasagem salarial e seus reflexos para as instituições estaduais e para a qualidade do ensino superior paranaense. Reunião semelhante também aconteceu entre os docentes da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Ao final da audiência, a parte concreta foi a elaboração de um documento, com as reivindicações dos docentes, que será enviado para prefeituras, Assembléia Legislativa e secretarias de Estado.
Pacheco destacou que ''o governo reconhece a existência de defasagem salarial'' e a necessidade de recompensar as perdas. O diretor, no entanto, evitou definir o percentual de reajuste neste momento mas garantiu que tudo está sendo calculado por um corpo técnico da Seti. O estudo deve ficar pronto até setembro e será incluído no Projeto de Lei Orçamentária para 2007, adiantou o representante da secretária estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Lygia Pupatto, que até o início do ano era a reitora da UEL.
Pacheco salientou que o governo estadual teria promovido avanços importantes para as universidades estaduais nestes últimos três anos e meio. Ele exemplificou que os investimentos teriam passado de R$ 3,5 milhões para R$ 20 milhões e que os reajustes salariais médios teriam sido da ordem de 15%.
Para a presidente do Sindicato dos Professores da UEL (Sindiprol), Inez Almeida, embora infrutífera, a discussão foi importante porque possibilitou que a categoria manifestasse seu ''total descontentamento com a política implantada pelo Poder Público, de destruição do ensino superior''. ''A situação é tão caótica que os professores estão totalmente desestimulados, sem energia. Nossa luta, hoje, é por sobrevivência'', apontou, ao comentar a
pequena participação na audiência.
A professora considerou a proposta da Seti ''genérica''. ''Queremos uma proposta concreta. O que pedimos é constitucional, porque é obrigação do governo repor as perdas'', analisou. A presidente do Sindiprol, no entanto, não falou em paralisação e avaliou que tal saída só será tomada se for aprovada em assembléia. Nos próximos dias, o pessoal da UEl vai buscar apoio junto às demais universidades estaduais.
Os professores da UEL pedem uma reposição de 88%. O percentual foi calculado com base no índice do custo de vida feito pelo Dieese. Segundo o Sindiprol, o piso atual do professor que ingressa na instituição é de R$ 960,00.


