O secretário municipal de Saúde, Gilberto Martin, reconhece que há uma grande rotatividade de médicos e que o salário inicial não é atrativo, mas diz que a secretaria estuda alternativas para corrigir os salários dos médicos, que hoje variam de R$ 4,8 mil a R$ 14 mil.
"Temos feito reuniões com os sindicatos dos servidores e dos médicos. Os sindicatos reivindicam a mudança na denominação da atividade profissional. Hoje, os médicos têm a função de promotor de saúde pública e o cargo é médico. Com a mudança, a função passaria a ser médico e o cargo seria a especialidade. Esse é o primeiro passo para a valorização do profissional médico na estrutura de saúde do município. A outra questão é a viabilidade financeira", afirmou Martin. "Estamos fazendo uma pesquisa de mercado. Estamos pensando alternativas para acertar os salários dos médicos, mas ser médico da Prefeitura não é tão ruim quanto as pessoas pintam", acrescenta.
Os estudos sobre um reajuste nos salários desses profissionais, no entanto, esbarram nos limites financeiros da administração municipal. "O limite de segurança para gastos com a folha de pagamento estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal é de 48%. Nossas despesas hoje estão em 46%, 47%", disse o secretário de Saúde. "Os estudos que estamos fazendo sobre os salários dos médicos apontou um impacto de R$ 3 milhões a R$ 5 milhões ao ano. Temos que nos pautar pelo limite orçamentário."
Foi a limitação orçamentária que reduziu as horas extras. Em fevereiro passado, a secretaria pagou R$ 1,7 milhão em horas extras e a meta para este mês é enxugar R$ 700 mil nessa conta. Martin garante, no entanto, que o atendimento aos usuários das unidades de saúde não será afetado. "Estamos trabalhando para zerar as horas extras nas funções administrativas e atividades-meio, além de um corte parcial nos serviços de urgência e emergência, mas para o atendimento de ponta não haverá cortes", afirma o secretário. (S.S.)

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