Curitiba - A partir de hoje os curitibanos e moradores da Região Metropolitana de Curitiba (RMC) passam a pagar R$ 1,90 pela passagem de ônibus. O reajuste de 15,1% (25 centavos), segundo o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-econômicos (Diesse), é injustificado, já que nem os salários dos motoristas e cobradores e nem o preço do combustível subiram nesta proporção, como argumenta a Prefeitura de Curitiba. De acordo com o Dieese, o aumento também veio em um momento ruim, quando a renda dos trabalhadores está sofrendo queda.
''O aumento dos itens de consumo, como lubrificantes, diesel combustível e salários, deveria ser de mais de 20% para justificar o reajuste. Porém isso não aconteceu. O óleo diesel inclusive baixou de preço'', explica o economista do Dieese, Cid Cordeiro. O economista explica que o gasto com a compra de novos veículos também não é razão para o reajuste, já que os novos ônibus são mais modernos e por isso consomem menos insumos.
A assessoria da Urbs informou que a presidente da Urbs, Yara Eisenbach, só vai falar sobre o reajuste a partir de amanhã. A prefeitura anunciou o novo preço somente na sexta-feira à noite, o que impediu que os usuários pudessem comprar passagens antes do reajuste. O prefeito de Curitiba, Cássio Taniguchi, viajou ontem para a Europa e só volta no dia 8 de fevereiro.
Segundo Cordeiro, o aumento nas passagens de ônibus veio justamente no momento que as famílias estão às voltas com o pagamento do IPVA, IPTU e material escolar. Um outro fator destacado por Cordeiro é que uma tarifa cara pode reduzir o número de passageiros, que acabam buscando outras alternativas para se deslocar. Isso, segundo o economista, gera um círculo vicioso, já que a redução de usuários faz com que a passagem tenha que subir ainda mais.

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