Reajuste de servidores do IML e IC também fica para 2003
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sexta-feira, 27 de setembro de 2002
Denise Angelo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Os funcionários do Instituto Médico Legal e do Instituto de Criminalística voltaram ao trabalho na noite de quinta-feira, depois de nova reunião com o governo do Estado. A proposta apresentada pelo secretário de Administração Ricardo Smijtink não foi conclusiva, mas ainda assim a categoria concordou em retomar as atividades normais e voltar a negociar a partir de terça-feira.
Segundo o médico-legista Paulino Pastre, um dos líderes do movimento, a proposta apresentada pelo governo vai significar um aumento salarial de aproximadamente 40% para a Polícia Científica. Porém, assim como já aconteceu com a Polícia Militar, a Polícia Civil e o concurso dos professores, o benefício será concedido nesse governo, mas a conta será paga no próximo. É que esse aumento também deverá entrar em vigor a partir de janeiro de 2003, quando o govenador Jaime Lerner (PFL) já não estará mais no Palácio Iguaçu.
''Ainda não conseguimos o percentual que consideramos justo, mas pelo menos as distorções salariais serão corrigidas'', disse o médico-legista. Existem quatro categorias de profissionais dentro da Polícia Científica e a diferença entre a 1 e a 4 categoria, em alguns casos, passava dos 100%. Agora, entre uma categoria e a subsequente, a diferença deve ser de 7,5%.
Segundo Smijtink, o impacto desse aumento será de aproximadamente R$ 570 mil na folha de pagamento e há previsão desses recursos no orçamento do ano que vem. O secretário disse ainda que o percentual maior de reajuste será para os aposentados, que vão incorporar em seus salários os benefícios que hoje são pagos aos servidores da ativa na forma de gratificação.
Esse foi um avanço considerado bastante importante pelos servidores. Segundo Pastre, existem aposentados que ganham hoje menos de R$ 1 mil. O próprio médico conta que o seu salário base é de R$ 550,00. Ou seja, se ele se aposentasse hoje, este seria o valor da sua aposentadoria.
Na semana que vem a categoria volta a se reunir com o secretário de Administração para tomar conhecimento do projeto final, que deve ser enviado à Assembléia logo depois das eleições de 6 de outubro.


