'Reação é exagerada'
Reação é exagerada
O empresário Ambrósio Borin, proprietário da Rodil Madeiras e Material para Construção, confirmou ontem que houve confusão na empresa mas não acredita que as acusações de racismo contra a esposa tenham fundamento. Não tenho certeza do que ela (Antônia) falou, disse. Mas a reação agora está sendo muito exagerada. Não aconteceu nem 10% do que estão falando, disse.
Borin disse ainda que o apelido de Oliveira na empresa era Negão e que isso possa ser um dos motivos do suposto mal-entendido. Eu mesmo o chamava de Negão, mas nem por isso sou racista. Tenho funcionário negro que trabalha comigo há oito anos e nunca teve problema, garantiu.
O empresário disse ainda que Oliveira ficou sem contrato nos primeiros 15 ou 20 dias porque o próprio funcionário quis assim. Ele disse que estava apurado e queria receber diárias. Mas depois fiz o contrato de 90 dias, afirma.
Ainda segundo Borin, Oliveira não vinha apresentando um bom rendimento no trabalho e constantemente faltava ao serviço alegando problemas de saúde. Toda semana tinha atestado, disse. Por isso, ele já teria alertado o funcionário que, se continuasse daquele jeito, o contrato de 90 dias não seria renovado.
Sobre a ameaça que o filho Marcelo teria feito contra Oliveira, Borin disse que não acredita que ela tenha realmente acontecido. Isso é besteira. Nunca tive arma de fogo em casa, assegurou.
O empresário garantiu também que o fato de Abel ter testemunhado a favor de Oliveira contra a esposa não significa que ele perderia o emprego. Sendo um bom funcionário, continua. Só se tiver mais confusão, afirmou. Borin disse ainda desconhecer que Abel estaria trabalhando sem registro. Quem mexe com isso é o Agnaldo (outro funcionário). (L.H.)





