Reação de cada pessoa
A médica epidemiologista do Hospital Universitário de Londrina, Josimari Sawczuk de Arruda Campos, declarou que podem acontecer complicações como a miocardite ou a encefalite provocadas pela dengue, mas são raras e a descoberta não representa a possibilidade de uma ''epidemia'' de miocardite decorrente da contaminação pelo vírus da dengue. ''Esse caso é uma exceção. Hoje existem subtipos do vírus que podem comprometer diversos órgãos do corpo, mas isso vai depender da característica de cada um, de como cada pessoa reage'', explicou.
Segundo Josimari, há casos de pacientes infectados que não apresentam sintoma e outros desenvolvem a forma clássica da doença. No entanto, se a pessoa desenvolver um quadro febril, prostração e tiver diminuição do apetite, deve ser monitorada. Ela explicou que se o paciente apresentar respiração ofegante e cansada e tiver líquido nos pulmões, existe uma evidência de disfunção do batimento cardíaco e aí o eletrocardiograma e o suporte clínico devem ser realizados. No entanto, o diagnóstico deve ser individualizado e pode exigir outros exames. (V.O.)





