Osmani Costa
De Londrina
Durante um ano e dez meses o cobrador autônomo José Carlos da Silva (nome fictício, para evitar problemas profissionais) esteve preso nos distritos policiais de Londrina. Ele havia sido condenado a cinco anos e quatro meses de prisão porque seu automóvel foi usado por um irmão, menor, em um assalto à mão armada. Por bom comportamento, desde março do ano passado, José da Silva, 24 anos, foi solto e continua pagando a pena em regime aberto.
‘‘Depois de apanhar muito e comer o pão que o diabo amaçou nos distritos, felizmente consegui minha liberdade. A maior surpresa que tive na volta à comunidade foi a acolhida que recebi da equipe do Pró-Egresso’’, comenta o cobrador autônomo, que prestará quatro horas semanais de serviços à comunidade, durante um ano, por determinação judicial.
José da Silva, que é solteiro, conta que foi o Pró-Egresso quem lhe abriu as portas para uma reintegração social mais rápida e menos traumática. ‘‘No escritório do programa, fui recebido por profissionais que me tratam como um parente. São todos muito competentes e amigos sinceros. Eles me deram respeito, atenção e carinho. No Pró-Egresso recebi um apoio muito forte, que não esperava receber. Sou muito grato a toda a equipe, que está de parabéns pelo trabalho desenvolvido.’’ A pena imposta ao cobrador só terminará em julho de 2001, mas ele voltou a morar com a família, já trabalha e se considera um homem comum. ‘‘Graças ao atendimento recebido no Pró-Egresso, superei um período difícil da minha vida. Reabilitei a minha cabeça, a minha dignidade, e voltei a ser uma pessoa normal.’’

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