Reabertura da agência é analisada em Brasília
Fotos:Marcos NegriniEmpresária Fátima Adão: Com o banco fechado, Palmital vive como se fosse feriado todos os diasO caso da agência do Banco do Brasil de Palmital já foi parar na direção nacional do banco, em Brasília. A informação é da assessoria de imprensa da Superintendência Estadual do Banco do Brasil, em Curitiba. Segundo a informação, o banco estuda se é conveniente manter a agência aberta, analisando as potencialidades do município, e os riscos de novos assaltos. A agência fechou porque a integridade física dos funcionários estava em risco, disse um assessor.
Aposentada Divercinda Gouveia, 81 anos, reclama que não tem dinheiro para ir até a agência do BB em PitangaAinda de acordo com a assessoria do BB em Curitiba, o banco está tentando junto às autoridades locais a promoção de melhorias na segurança. O superintendente regional do BB em Pato Branco, Oscar Artur Bach Júnior, disse que o banco espera que a comunidade consiga melhorias no setor de segurança para que a agência volte a atender. Ele não descarta a possibilidade da agência fechar em definitivo.
Uma das propostas da prefeitura para melhorar a segurança da agência é a construção de um calçadão, fechando a rua em frente à agência. A idéia, já aprovada pela Câmara de Vereadores, é fazer com que os assaltantes não possam mais parar de carro em frente à agência. Estamos dispostos a iniciar a obra assim que o Banco do Brasil nos dê o sinal verde que o banco não será fechado em definitivo, diz o prefeito Miguel Horban (PPB).
O vigia da agência fechada, Luiz Carlos Kanarski, orienta os aposentados a procurar o banco em outra cidadeAlém do calçadão, a prefeitura também pode construir uma guarita em frente à agência. O prefeito diz que esteve reunido com o secretário de Estado da Segurança Pública, Cândido Martins de Oliveira, e o que era de mais urgente já foi feito. Equipes do Cope (Comando de Operações Policiais Especiais) e do Grupo Águia, da PM, estão atuando na cidade, frisa. Além disso, três policiais militares e uma viatura de Pitanga estão indo todos os dias para Palmital.
O taxista Santino Pires Martins diz que nunca havia feito tantas corridas: quatro viagens diáriasNo pedido que levou ao governo do Estado, Horban cobra uma viatura tipo Toyota, mais efetivo, um delegado de carreira, um escrivão, mais investigadores, melhores equipamentos de comunicação e mais armamentos. Sei que o secretário não pode arrumar tudo de uma vez, mas sinto boa vontade em nos ajudar, diz. Já o presidente da Associação Comercial, João Roberto Sartori, não tem a mesma paciência. A secretaria faz promessas, mas não cumpre, desabafa. (S.S.)





