Um dos destaques entre os trabalhos que serão apresentados durante a Ruraltech deste ano é o ‘‘Sistema de Identificação Eletrônica e Rastreabilidade de Animais’’, elaborado por Carlos Gustavo de Camargo F. Machado, da Korth Eletro-Mecânica, São Carlos(SP).
A invenção foi uma das 13 selecionadas para participar da quarta mostra competitiva do evento, que segundo o presidente da Associação do Desenvolvimento Tecnológico de Londrina (Adetec) Tadeu Felismino, é a única do gênero no País. Em parceria com a Sociedade Rural do Paraná, a Adetec mantém o mesmo tema dos anos anteriores: ‘‘Soluções para Agregar Valor ao Agronegócio’’.
Além dos competidores, dois participantes foram indicados para participar expondo seus trabalhos: Sistema Gerencial para Fazendas de Café (Siscafé), de José Eduardo Reis Leão Teixeira, de Varginha (MG); e Gerência Agrícola Integrada, de Luiz Alberto M. de Carvalho e Silva, de São Paulo (SP).
TecnologiaQuem ainda não conhece a rastreabilidade eletrônica vai ter a oportunidade de tirar suas dúvidas durante a Ruraltech. O sistema consiste na colocação de brincos contendo microchips em animais de grande porte. A Korth estará apresentando o lançamento de um equipamento que pode armazenar dados como a identificação do animal e seu histórico completo como: raça, grau de sangue, genealogia, variação de peso, medidas dos índices zootécnicos, data de nascimento, tipo de alimentação, vacinas e ficha médica. ‘‘Tudo isso sem a ajuda extra de um computador’’, comenta Machado.
Essas informações podem ser alteradas ou atualizadas através de um coletor portátil, parecido com um telefone, que contém teclado e um pequeno monitor. Este equipamento funciona por radio frequência e não precisa de baterias nem de contato visual, podendo acessar a memória do microchip mesmo através da pele ou de paredes de madeira.
A idéia já é utilizada em algumas fazendas no Brasil e deve ser lançada com alguns aperfeiçoamentos e uma pequena alteração no preço em outubro. Cada microchip está sendo vendido pela Korth com exclusividade para veterinários pelo preço de R$ 7,00, e o coletor de informações portátil por volta de R$ 1 mil. Segundo Machado, a previsão é que, em pouco tempo, grande parte dos frigoríficos e produtores estejam equipados.
Vantagens Uma das vantagens do produto é a otimização da rastreabilidade da carne nos frigoríficos. Além de diminuir a margem de erros, o processo vai se tornar mais rápido, evitando o estresse dos animais e aumentando os lucros. O microchip também pode funcionar como passaporte dos animais, facilitando transporte e exportação. O sistema é dotado de uma trava de segurança que impede a alteração dos dados por pessoas desautorizadas.
O acesso seguro ao histórico do gado é um avanço na discussão sobre sanidade animal e poderá servir como controle e garantia de que a carne não está contaminada pela febre-aftosa ou pela doença da vaca louca.
A Korth apresentará este projeto diante da banca examinadora na segunda-feira (2 de abril), às 20h40, no Pavilhão Internacional do Parque Ney Braga, onde a Ruraltech funciona. A Embrapa Gado de Corte também vem pesquisando a tecnologia há cinco anos e deve falar do assunto em uma palestra realizada no dia 5, às 8h no Centro de Treinamento Milton Alcover do Parque Ney Braga.

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