O repositor de mercadorias, Osni Gonçalves, 22 anos, e o motorista de caminhão, Renato Decarli, 20 anos, foram presos em flagrante na quarta-feira, por estarem realizando ‘‘racha’’ na marginal da rodovia PR-445, em Londrina. A prisão ocorreu, aproximadamente, às 16 horas, enquanto a Polícia Militar desviava o trânsito da rodovia para a marginal em decorrência de um acidente.
Gonçalves conduzia o Fiat Uno, placa ADM 3696, de Londrina, e Decarli conduzia o Opala, placa CJI 0009, de Guarulhos. Segundo a delegada do 6º Distrito Policial, Valdete Testoni, os dois foram autuados por condução perigosa (racha) e tiveram as carteiras de habilitação apreendidas.
Decarli foi ainda acusado de tentativa de corrupção. ‘‘Um dos policiais alega que Decarli ofereceu-lhe uma cervejinha para que não fosse penalizado’’, contou. Como tentativa de corrupção é crime inafiançável, Decarli permanece detido no 2º DP, até pronunciamento do juiz.
Valdete Testoni informou que, no depoimento, Gonçalves e Decarli negaram as acusações. Eles estão respondendo a inquérito policial e, segundo a delegada, nenhum tem ficha na polícia. Os veículos foram apreendidos.
Participar de rachas passou a ser considerado crime de trânsito em janeiro desse ano, quando começou a vigorar o novo Código Nacional de Trânsito. Segundo o sargento da Polícia Militar, José Pedro Garbosa, nesse caso a lei prevê pena de seis meses a dois anos de detenção. Além disso, os rachas são considerados infração gravíssima, com multa de 540 Ufir (R$ 519), apreensão do documento de habilitação e do veículo e suspensão do direito de dirigir.
Garbosa informou que Gonçalves e Decarli já foram notificados e multados. Os dois carros estavam com irregularidades. O Fiat tinha o lacre da placa violado e o licenciamento vencido e o Opala estava com a tarjeta trocada.

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