Rapaz morre atropelado por trem
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domingo, 20 de abril de 1997
Sucursal de Curitiba 
Gilson CamargoTragédiaO Corpo de Bombeiros de Piraquara retirou dos trilhos o corpo da vítima. Paulo Mushur Filho estava acompanhado de dois amigos e tentou embarcar no trem entre vagões em movimento. Rapazes usaram cola de sapateiro antes do acidentePaulo Mushur Filho, de 16 anos, morreu anteontem atropelado por um trem a cerca de 500 metros da estação do Véu da Noiva em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba. Segundo funcionários da Rede Ferroviária Federal, o adolescente tentou embarcar no engate entre dois vagões em movimento, desequilibrou-se e caiu embaixo do trem. Seu corpo foi partido ao meio.
O acidente ocorreu às 8h30. Policiais da região de Piraquara foram os primeiros a ver o corpo sobre os trilhos. Segundo José Carlos Hoffmann, assistente de movimento da RFFSA, os policiais percorriam o local em um auto de linha (tipo de viatura adaptada em trilhos) quando o acidente aconteceu.
Hoffmann afirmou que o maquinista não percebeu o acidente e só teve conhecimento do fato minutos depois. O trem de carga, com cerca de 40 vagões vazios, saiu de Morretes, no litoral, em direção ao pátio de triagem Iguaçu, no bairro Boqueirão, em Curitiba.
O atendimento à vítima foi feito pelo Corpo de Bombeiros de Piraquara. O acesso ao Véu da Noiva é feito apenas por trem, o que atrasou a retirada do corpo pelos policiais, mas não foi necessária a interdição do trecho.
Segundo funcionários da RFFSA, é proibida a circulação de pessoas nos trilhos do trem. Provavelmente, o adolescente tinha ido com outros rapazes passear no Pico do Marumbi e decidiu se aventurar, diz Hoffmann. Durante finais de semana ou feriados prolongados, os seguranças da Rede chegam a abordar entre 500 e mil pessoas caminhando sobre os trilhos.
De acordo com Marcelo Américo Araújo, 20 anos, e F. C. S. M., 16 anos, amigos de Paulo, os três tinham descido a serra a pé, pelo Caminho de Itupava na sexta-feira e retornariam no sábado para Curitiba. Eles admitiram que Paulo havia usado droga e cheirado cola de sapateiro, antes do acidente. Paulo tentou subir nos vagões em movimento e não conseguiu. O rapaz morava com a família no bairro do Bacacheri, em Curitiba.


