Marcos NegriniHamilton Amorim se recupera no hospital; ele diz que foi atacado por desconhecidos enquanto passeavaO ajudante-geral Hamilton Amorim, 24 anos, vai ficar em observação na enfermaria do Hospital Metropolitano de Sarandi (7 km a leste de Maringá) até a próxima quinta-feira, recebendo soro e injeções de antibióticos, em consequência de uma tijolada que levou na cabeça no último sábado. De acusador - disse que foi apedrejado por dois desconhecidos que lhe roubaram a bicicleta - ele pode passar a acusado de assédio sexual.
Amorim contou que voltava de um passeio no sábado e já estava na rua de sua casa (Rua Três, bairro Jardim Independência) quando sentiu uma pancada no rosto. Ele parou a bicleta, levou a mão à testa e viu o sangue. ‘‘Eles me jogaram meio-tijolo na cabeça. Eram dois caras que eu já havia visto por ali. Eles subiram na bicicleta e sumiram’’, disse ele.
A vítima disse que foi até sua casa, onde o pai dele, Ivaldo Amorim, levou-o ao pronto-socorro municipal. Lá, recebeu nove pontos na testa, foi medicado e na manhã seguinte foi transferido para o Hospital Metropolitano para fazer radiografias. Segundo o médico Murilo Tadeu Beller, que o atendeu, Amorim não chegou a ter traumatismo craniano, mas vai ficar mais três dias na enfermaria do hospital em observação.
A história contada à polícia por Amorim teve outra versão, segundo depoimento da estudante Vanusa Pereira de Lima, 21 anos, à Delegacia da Mulher, ontem à tarde, em Maringá. Ela disse que na noite de sábado estava sendo seguida por Amorim, de bicicleta, e que ficou com medo. Ele a teria chamado de ‘‘gostosa’’ e a convidado para fazer um programa. Vanusa teria pedido ajuda a três adolescentes, pois temia um ataque. Os garotos, ainda segundo o depoimento dela, decidiram falar com Amorim. Depois de muita discussão, Amorim teria ameaçado os meninos, que lhe jogaram um meio-tijolo no rosto e saíram correndo.
A Delegacia da Mulher pode abrir inquérito contra Amorim, que será ouvido quando deixar o hospital.

mockup