Osmani Costa
De Londrina
O estudante Yuri Haddad Parker Guterres, 14 anos, está internado no Instituto do Câncer de Londrina (ICL) desde segunda-feira, recuperando-se de uma sessão de quimioterapia a que foi submetido há cerca de dez dias. Ele ficará no hospital durante uma semana, tomando antibióticos para evitar possíveis infecções em consequência da baixa resistência de seu organismo.
Yuri é um dos que esperam na fila da Central Estadual de Transplantes por um doador de medula óssea. A mãe dele, a psicóloga Marta Helena Haddad Parker Guterres, conta que a leucemia foi descoberta em abril deste ano. Em seguida teve início o tratamento através de quimioterapia no ICL. ‘‘Fora a escola, que ele teve que abandonar temporariamente na 8ª série, o restante da rotina de meu filho é a mesma de antes da doença. Yuri prossegue ativo, meigo, simpático e carinhoso com as pessoas’’, comenta a mãe.
Segundo ela, toda a família e muitos amigos já se submeteram ao teste de compatibilidade como possíveis doadores para o necessário transplante de medula óssea a Yuri. ‘‘Infelizmente, nenhum deu compatível. Por isto, continuamos procurando nos bancos de doadores. A espera é difícil, sofrida, mas temos fé em Deus e esperança de que a situação vai se resolver em breve’’, afirma Marta Guterres.
Há três bancos de doadores de medula: o estadual, o nacional e um mundial. Os três cruzam seus dados instantaneamente pela rede mundial de computadores. A procura nos bancos estadual e nacional é gratuita. Porém, a realização de busca mundial pode custar entre US$ 35 mil e US$ 50 mil.
Em Londrina, nenhum hospital está credenciado para realizar o transplante de medula óssea. A maior dificuldade não está relacionada com a necessária infra-estrutura do hospital ou capacitação da equipe médica. Ela se encontra na incompatibilidade entre as medulas do receptor e possíveis doadores. A chance de se encontrar uma medula compatível, segundo as autoridades médicas, é de uma em cerca de 100 mil pessoas.

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