Rapaz é morto na frente de casa
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segunda-feira, 13 de outubro de 1997
Paulo Ubiratan 
Londrina
Josoé de CarvalhoRevoltaVelório de Junior Alves dos Santos: discussão de trânsito teria levado ao assassinato do rapazO desempregado Junior Alves dos Santos, 21 anos, foi morto com um tiro nas costas após ser surpreendido na frente de sua casa, na rua Seringueira, 412, jardim Leonor (zona oeste). O crime aconteceu por volta das 20 horas de domingo. Segundo cinco testemunhas, dois jovens armados com pistolas apareceram na esquina da rua e começaram a atirar quando a vítima saía de casa. Uma testemunha identificou, na polícia, Anderson Jesus Dias, 25 anos, o Cabecinha, como sendo um dos autores do assassinato. O Junior morreu nos meus braços. Quando ouvi os tiros já era tarde, ele estava caído na rua, contou Cleonice de Oliveira, 19 anos, esposa da vítima. Ela está grávida de oito meses.
O rapaz viu os dois armados atirando e correu, afirmou Lurdes Camacho, que estava na outra esquina, conversando com uma amiga. No muro de uma residência foram encontradas quatro perfurações de balas. No entanto, as testemunhas disseram que foram disparados oito tiros. Segundo informações preliminares do Instituto Médico Legal (IML), o tiro entrou pelas costas e saiu pelo pescoço da vítima.
A esposa e as testemunhas contaram à Folha que tudo começou em frente a uma casa onde se realizava um bingo, na rua Castanheira, a três quadras de residência da vítima. Junior saiu do local junto com Cleonice na sua motocicleta ML-125, quando teria raspado o veículo no pára-choque do Opala Diplomata, cor preta, de Cabecinha, que estava estacionado. O tal de Cabecinha começou a ofender Junior e os dois quase entraram em luta corporal. Por interferência da Cleonice, o Junior saiu quieto junto com ela e Cabecinha prometeu matá-lo em outra oportunidade, contou João Ladeira, que estava em frente da casa onde acontecia o bingo.
Minutos depois, o acusado e o outro jovem apareceram de motocicleta nas proximidades da casa de Junior. Ele teria saído da residência para atender ao chamado de um vizinho, identificado como Ailton.


