Rapaz é morto em troca de tiros com PM
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terça-feira, 29 de abril de 2003
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Acusado de praticar dois assaltos a farmácias localizadas no Jardim União da Vitória (zona sul de Londrina), Célio Leonel, 20 anos, morreu numa suposta troca de tiros com a Polícia Militar (PM), no início da noite de anteontem. O rapaz morava no mesmo bairro e, segundo os policiais, teria sido atingido quando tentava fugir invadindo o quintal de uma casa. Com esse, subiu para 82 o total de homicídios registrados este ano em Londrina.
O primeiro assalto que teria sido praticado por Leonel foi no final da tarde. Segundo o proprietário da farmácia que fica na avenida Guilherme de Almeida e que pediu para não ser identificado, o assaltante estava acompanhado por um adolescente que aparentava não ter mais do que 12 anos de idade.
Ele contou que, por volta das 17h30, estava na porta do estabelecimento quando teria sido abordado por Leonel, que já estaria de revólver em punho. O rapaz entrou, recolheu o dinheiro o valor não foi divulgado e fugiu por uma rua de terra que fica em frente à farmácia. ''Eu comecei a gritar para uns conhecidos e ele parou e disse que iria atirar'', contou a vítima. O comerciante já não se lembra mais quantas vezes foi vítima de assaltantes. Ele disse que chegou a registrar pelo menos sete ocorrências mas agora desistiu porque, segundo ele, não adianta.
Menos de meia hora depois, Leonel teria assaltado uma outra farmácia, localizada na rua dos Cozinheiros, há menos de um quilômetro de distância da primeira. Proprietário e funcionários não quiseram dar entrevista. Eles disseram apenas que o rapaz entrou armado mas não agrediu ninguém. Também não foi revelado o total de dinheiro roubado.
Quando saia da farmácia, o assaltante foi surpreendido por uma viatura da Polícia Militar. Em perseguição pela avenida Guilherme de Almeida, o rapaz teria disparado contra os policiais e, ao tentar pular o muro de uma residência, foi atingido no ombro direito. O tiro transfixou o pulmão e, mesmo sendo socorrido pelo Siate, não resistiu aos ferimentos e faleceu no local.
A assessoria da Polícia Militar informou que a arma do policial que efetuou o disparo foi apresentada à Polícia Civil bem como o revólver calibre 32 que teria sido localizado com Leonel. Também foi instaurado um inquérito policial militar (IPM) para apurar as circunstâncias da ocorrência. Célio Leonel não tinha passagens pela polícia.


