Ney de SouzaResgatePoliciais retiram o corpo de Ramão, que seria enterrado clandestinamente próximo à Ponte da AmizadeA Polícia Militar conseguiu impedir ontem o enterro clandestino do corpo do fugitivo da Colônia Penal Agrícola de Curitiba, Valdecir Teles Ramão, 27 anos. Ele foi assassinado na madrugada de ontem em uma ‘‘rixa’’ na Favela do Jupira, em Foz do Iguaçu.
O cadáver estava sendo enterrado próximo à Ponte da Amizade, que liga Brasil e Paraguai, por volta de 10 horas. Ao perceber a presença de policiais, dois rapazes e uma adolescente que carregavam o corpo fugiram. Ramão foi morto com 21 punhaladas. Apesar da carteira do rapaz não ter nenhum documento, uma oração publicada em um jornal com a assinatura de Ramão e um número de telefone ajudou a identificação.
A polícia acredita que as 21 facadas dadas pelos autores do assassinato são prova de que Ramão foi morto em uma ‘‘rixa’’. Segundo a família, ele estava hospedado na casa de compadres, que moram na Favela do Jardim Jupira. A favela fica a 200 metros do local onde foi encontrado o corpo do rapaz.
À tarde, a polícia conseguiu prender a adolescente E.M.S.F., de 15 anos. Ela estava junto com dois rapazes que, segundo a polícia, eram os mesmos que tentaram enterrar o corpo de Ramão. No 2º Distrito Policial, onde a adolescente está presa, ela negou que estava participando do enterro clandestino. ‘‘Meu irmão está desaparecido e eu queria ver se o corpo era dele’’, disse.

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