Não bastasse o prejuízo financeiro causado às vítimas, os roubos ocorridos em Londrina vêm trazendo ameaças cada vez mais sérias à vida. Anteontem à noite, Wesley Marcelo da Silva, 25 anos, foi gravemente ferido durante assalto a um bar no centro da cidade. Há apenas quatro dias, também na Área Central, um trabalhador autônomo morreu vítima de latrocínio (roubo seguido de morte). Conforme levantamento da Folha, pelo menos cinco mortes registradas na cidade este ano teriam sido consequência de roubos.
Segundo o tenente Ricardo Eguedis, do setor de Relações Públicas do 5º Batalhão da Polícia Militar (BPM), Wesley chegou ao bar Adega Brasil localizado na esquina das ruas Brasil e Espírito Santo por volta das 21h30 e se deparou com um assalto em andamento. Ao tentar correr, foi baleado no rosto por um dos três assaltantes. O grupo fugiu levando dinheiro do caixa e pertences dos únicos dois clientes que encontravam-se no local, afirmou Eguedis.
Wesley foi encaminhado para o Hospital Evangélico (HE). Até ontem, de acordo com a diretoria do HE, ele continuava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e seu estado era considerado crítico.
O histórico de roubos e latrocínios registrados em Londrina mostra que um simples esboço de reação por parte da vítima pode ser suficiente para provocar violência física e mortes. Na noite do último sábado, o técnico em refrigeração autônomo Marcos Roberto Pereira, 35 anos, foi morto com um único tiro no tórax depois de ter o carro roubado na Rua Norman Prochet (Centro).
No final da madrugada de ontem, a Polícia Civil prendeu dois suspeitos: Anderson Henrique dos Santos Barbosa, 18 anos, e Ricardo Aparecido Fernandes, 23 anos. Os policiais apreenderam também o revólver que teria sido usada no crime.
O delegado-adjunto da 10Subdvisão Policial (SDP) de Londrina, Márcio Vinicius Amaro, que a partir desta semana passou a acumular a responsabilidade pela Delegacia de Furtos e Roubos, disse ter informações de que houve ''uma breve reação'' de Marcos Roberto diante dos dois homens armados que o renderam. O técnico também se colocou em ''situação de risco'' ao permanecer parado na rua, junto ao veículo, a altas horas.
A Polícia Civil orientou que em hipótese alguma a vítima deve reagir ou fazer movimentos rápidos durante um assalto a mão armada. A melhor conduta é esperar a consumação do crime e acionar as policias Militar 181 ou Civil 147. (Colaborou Luciano Augusto)

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