Uma 'brincadeira' de mau gosto pode ter sido a causa do disparo que transfixou a cabeça do jovem Rogério Stefano de Oliveira, de 18 anos, na manhã de ontem, na Vila Marízia (região central de Londrina). O tiro, segundo a polícia, teria sido disparado pela menor D.T.S, de 14 anos, que declarou ser namorada do rapaz. Até o início da noite de ontem, Rogério permanecia em estado de coma na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa.
De acordo com o delegado João Aquino de Almeida, que atendeu a ocorrência, a menor contou que havia três balas no tambor da arma. O casal, então, teria iniciado uma brincadeira onde um apontaria a arma para a cabeça do outro. Na primeira vez, a arma não disparou. Na segunda tentativa, porém, o tiro foi deflagrado e atingiu o lado direito da cabeça de Rogério e saiu no lado esquerdo da face.
O revólver, segundo relatou D. ao delegado, pertencia a Rogério mas não havia sido localizado até o final da tarde de ontem. ''Ela contou que no momento, jogou o revólver no chão, juntou muita gente e a arma acabou sumindo'', afirmou Almeida. À tarde, a menor foi encaminhada até o Instituto de Criminalística onde passaria por exame residuográfico nas mãos, para definir se realmente disparou a arma. Depois, a garota seria encaminhada para o Centro Integrado de Atendimento ao Adolescente Infrator (Ciaadi).
Segundo a polícia, ela não tinha passagem pela polícia, ao contrário da vítima. Rogério é suspeito de ter participado do assalto ao depósito da Secretaria Municipal de Saúde, em setembro, e também de ter atirado seis vezes contra um menor morador da Vila Marízia, no início de outubro.

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