Mais um homicídio foi registrado, na noite de anteontem, em Londrina, elevando para 43 o número de assassinatos na cidade somente este ano. Dessa vez, a vítima foi o torneiro-mecânico Luciano Floglietta, 27 anos, morto com três tiros em frente à sua casa, localizada na Rua Gardênia, na Vila Ricardo (zona leste). Segundo a polícia, o assassinato pode ter conotações de crime passional.
Segundo Nair Floglietta, mãe de Luciano, o filho havia acabado de jantar e saiu de sua casa para encontrar dois amigos, em uma casa em frente à sua, onde moram os avós de um dos amigos. ‘‘Eles estavam lá conversando, como sempre faziam, quando um homem chegou e, sem falar nada, atirou contra meu filho’’, disse.
Segundo ela, uma das versões apresentadas à polícia, que seriam três homens que atiraram em Luciano, não corresponde à verdade. ‘‘Falaram que o Vitor Hugo e o Alex seriam duas das pessoas que atiraram mas não é verdade. Eles estavam junto com Luciano, quando o assassino chegou’’, disse.
O pai do rapaz identificado como Alex, o mecânico industrial Vicente de Paula da Silva, também desmentiu a versão apresentada à polícia. De acordo com ele, os três rapazes eram amigos de infância e se reuniam todas às noites, em frente à casa de sua mãe para conversar. ‘‘Todos são bons rapazes, trabalhadores, nunca brigaram’’, afirmou.
Segundo ele, seu filho e o amigo teriam corrido do local quando o assassino disparou os tiros e uma vizinha teria acreditado que eles estavam envolvidos . ‘‘Eles tiveram medo, o cara disse que o Alex era o próximo’’, afirmou. De acordo com o mecânico, ele levaria o filho, no final da tarde, para prestar esclarecimentos à polícia.
Segundo a família de Luciano, o rapaz teria recebido ameaças de morte há alguns dias. ‘‘Mas não sei quem poderia ter feito nem o porquê disso’’, disse a mãe. A única suspeita da família seria contra um rapaz bastante ciumento que namora uma amiga da vítima. ‘‘Meu filho era muito amigo da namorada dele, que foi criada ali, junto com a gente, mas não tinha nada com ela’’, explicou.
Luciano tinha duas passagens pela polícia, por porte ilegal de armas e porte de entorpecentes.

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