Cambé Luciano Souza de Oliveira foi morto na madrugada de ontem no quintal de uma casa da Rua Bento Mussurunga, no Jardim Novo Bandeirantes, em Cambé (13 km a oeste de Londrina). Segundo a polícia, ele foi surpreendido quando tentava se aquecer, junto com outros dois amigos, em volta de uma fogueira. De acordo com testemunhas, o grupo teria se reunido para cheirar solvente. Oliveira tinha 22 anos e morreu com quatro perfurações à bala. Ele foi atingido em uma das mãos, no pescoço, na cabeça e outro no peito.
O delegado Antônio do Carmo, responsável pelo inquérito, enviou alguns projéteis encontrados junto ao corpo para a perícia. Ele acredita que a arma usada no crime foi um revólver calibre 38. ''Tudo leva a crer que ele correu para tentar pular o muro, mas não deu tempo'', lembra o delegado.
O corpo foi encontrado entre um tanque e um muro e a posição era típica de quem estava indefeso. Segundo a polícia, o rapaz ainda segurava um saquinho contendo solvente em uma das mãos.
A Polícia Civil aposta em denúncias anônimas para chegar ao autor dos disparos. Na primeira diligência, o delegado já esbarrou na chamada lei do silêncio, onde os moradores não se sentem seguros em descrever o que realmente houve.
Do Carmo afirmou que já sabe quem são os dois amigos que estavam com Oliveira e que espera a ajuda deles para elucidar o crime. ''Mas é possível que eles também se neguem a contar detalhes'', admitiu o delegado, que ainda não tem uma hipótese para o motivo do assassinato.
''Por enquanto, sabemos que foi um crime premeditado, um homicídio qualificado'', informou o delegado. Os parentes não souberam informar a ocupação profissional da vítima e a polícia ainda não sabe se ele tinha antecedentes criminais.

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