Trotes telefônicos ameaçadores a cobrar, mentiras e muita audácia. Esses foram os artifícios que o desempregado Luiz Carlos Freitas Almeida, 20 anos, teria usado para extorquir, em R$200, uma bióloga de Londrina. O que ele não sabia é que a vítima que teve o nome preservado denunciou as ameaças à Polícia Civil, que passou a gravar as ligações. Ontem à tarde, o rapaz foi preso em flagrante logo após ter pego o valor exigido.
Almeida contou que passava ''trotes'' para números aleatórios em telefones públicos. Ele afirmou que, na última quinta-feira, pensou em um número qualquer e ligou. Do outro lado da linha a bióloga atendeu. O rapaz disse, então, que tinha sido contratado por uma pessoa para matá-la mas que não iria ''fazer o serviço'' se ela lhe desse R$ 1 mil em dinheiro. Depois de negociar, ele baixou para R$ 200.
A vítima procurou a delegacia e foi feito um grampo telefônico. O rapaz voltou a ligar na sexta-feira, no sábado e ontem pela manhã. Segundo ele, após muita conversa, foi acertado que o dinheiro seria deixado em uma sacola plástica no relógio do sol do Terminal Rodoviário, no centro de Londrina.
Os policiais ficaram de campana e no horário combinado, às 14h30, Almeida pegou a sacola e foi surpreendido. Um menor que também teria participação no golpe conseguiu fugir. ''Eu não conheço essa mulher, não sei onde ela mora e não sei nem como ela se chama. Estou muito arrependido'', afirmou o rapaz logo após ser preso.
O flagrante foi montado pelo delegado-operacional da 10 Subdivisão Policial (SDP), Joaquim Antônio de Melo. Ele informou que o rapaz não possuia antecedentes mas pode ter feito outras vítimas. ''Como o valor exigido é baixo, é provável que nem tenham procurado a polícia'', comentou, enquanto autuava Almeida por extorsão.

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