Rapaz baleado morre no hospital
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sábado, 29 de janeiro de 2005
Vanessa Navarro e Camilla Rigi<br>Reportagem Local 
Morreu anteontem, na Santa Casa de Londrina, Celso da Conceição de Moraes, 23 anos. Ele havia sido baleado no Jardim União da Vitória (Zona Sul) no último dia 24. O enteado da vítima, Marcos Aparecido Gonçalves, de 18 anos, foi detido no final da manhã de ontem, na Avenida Leste-Oeste, no momento em que retirava as roupas do carro para se hospedar em um hotel. Ele confessou o crime.
''Eu não pretendia fugir, já estava ajeitando as coisas para me apresentar'', defendeu-se Gonçalves. O rapaz desmentiu que o motivo do crime tenha ligação com a namorada dele. ''Ele (a vítima) era viciado em drogas e já tinha me ameçado antes, porque nós queríamos que ele fosse embora. Eu fiz isso para defender minha família'', declarou.
Gonçalves relatou que no dia do crime havia escondido a arma do padrasto para não correr risco, mas depois de uma discussão usou-a para atirar contra Moraes. A declaração contraria a versão dada pelo padastro que um colega do enteado, apelidado de ''Polaco'', teria emprestado a arma do crime. ''Eu joguei o revólver no quintal de casa'', confessou Gonçalves à polícia. Moraes foi a 10 pessoa assassinada em Londrina neste ano.
Segundo o delegado-operacional da 10 Subdivisão Policial (SDP) de Londrina, Manuel Pelisson, apesar de ter confessado o crime, Gonçalves foi liberado no final da tarde de ontem, pois não tinha antecedentes criminais. ''Ele alegou que foi em legítima defesa e a mãe confirmou'', informou o delegado.
A arma do crime, uma pistola 635, foi entregue à polícia pelo advogado de Gonçalves. ''Continuaremos a fazer diligências. Caso a versão do suspeito não seja confirmada, aí pedirei a prisão dele'', declarou Pelisson. Aos joranlistas, Gonçalves garantiu que nunca tinha utilizado uma arma antes.


