Morreu anteontem, na Santa Casa de Londrina, Celso da Conceição de Moraes, 23 anos. Ele havia sido baleado no Jardim União da Vitória (Zona Sul) no último dia 24. O enteado da vítima, Marcos Aparecido Gonçalves, de 18 anos, foi detido no final da manhã de ontem, na Avenida Leste-Oeste, no momento em que retirava as roupas do carro para se hospedar em um hotel. Ele confessou o crime.
''Eu não pretendia fugir, já estava ajeitando as coisas para me apresentar'', defendeu-se Gonçalves. O rapaz desmentiu que o motivo do crime tenha ligação com a namorada dele. ''Ele (a vítima) era viciado em drogas e já tinha me ameçado antes, porque nós queríamos que ele fosse embora. Eu fiz isso para defender minha família'', declarou.
Gonçalves relatou que no dia do crime havia escondido a arma do padrasto para não correr risco, mas depois de uma discussão usou-a para atirar contra Moraes. A declaração contraria a versão dada pelo padastro que um colega do enteado, apelidado de ''Polaco'', teria emprestado a arma do crime. ''Eu joguei o revólver no quintal de casa'', confessou Gonçalves à polícia. Moraes foi a 10 pessoa assassinada em Londrina neste ano.
Segundo o delegado-operacional da 10 Subdivisão Policial (SDP) de Londrina, Manuel Pelisson, apesar de ter confessado o crime, Gonçalves foi liberado no final da tarde de ontem, pois não tinha antecedentes criminais. ''Ele alegou que foi em legítima defesa e a mãe confirmou'', informou o delegado.
A arma do crime, uma pistola 635, foi entregue à polícia pelo advogado de Gonçalves. ''Continuaremos a fazer diligências. Caso a versão do suspeito não seja confirmada, aí pedirei a prisão dele'', declarou Pelisson. Aos joranlistas, Gonçalves garantiu que nunca tinha utilizado uma arma antes.

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