Curitiba - Um jovem de 18 anos, que havia tirado carteira de habilitação provisória a cerca de um mês, atropelou seis pessoas em um ponto de ônibus, no bairro Uberada, em Curitiba, no final da tarde de domingo. Uma das vítimas, Pierina Aparecida Bazaglia, 30 anos, morreu no local. C.A.T. fugiu do local do acidente sem prestar socorro às vítimas, mas se apresentou logo depois, na Delegacia de Delitos de Trânsito (Dedetran), onde está detido. Segundo a polícia, ele foi submetido ao teste do bafômetro, que teria comprovado embriaguez.
O delegado Marcos Araguari de Abreu informou que o rapaz está à disposição da Justiça e irá responder pelos crimes de homicídio doloso (com intenção de matar), lesão corporal e por dirigir embriagado. A pena pode ser de seis a 20 anos de prisão, além de multa. A carteira provisória do motorista foi apreendida e encaminhada ao Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR).
O rapaz se apresentou, espontaneamente, à polícia, acompanhado do pai, por volta das 18 horas. Ele fugiu a pé sem prestar socorro às vítimas, com medo de ser agredido pelos moradores da Rua Capitão Leônidas Marques, onde aconteceu o acidente, às 17 horas. Segundo o delegado, o jovem não se pronunciou sobre dirigir alcoolizado. O exame de dosagem alcoólica apontou 0,42 miligramas por litro de sangue. ''O resultado caracterizou que ele estava sob efeito de bebida. Em depoimento, ele disse que teve um apagão, que perdeu a noção da realidade e só cobrou a consciência depois do atropelamento'', informou Abreu.
Entre os atropelados, estavam duas crianças de 7 e 10 anos, que foram encaminhadas para o Hospital Cajuru e depois liberadas. Quatro ambulâncias e um helicóptero fizeram o atendimento no local. Desiré Roccio Anginski, de 28 anos, foi para o Hospital Evangélico, e Maria de Fátima Bilino, 53 anos, para o Hospital do Trabalhador, ambas sem risco de morrer.
O caso mais grave foi de Edir do Roccio Faria, de 53 anos. Ela foi operada no Hospital Angelina Caron, em Campina Grande do Sul, Região Metropolitana de Curitiba. De acordo com a assessoria de imprensa do hospital, a paciente estava na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde recebia reposição de sangue. O estado dela é considerado gravíssimo pelos médicos.

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