Curitiba - A UEM (Universidade Estadual de Maringá) é a que tem mais cientistas mulheres no Brasil e a segunda do mundo, de acordo com o Leiden Ranking. O levantamento foi feito pelo Centro de Estudos da Ciência e Tecnologia da Universidade de Leiden, na Holanda; e leva em consideração artigos catalogados pela Web of Science, banco de dados que reúne pesquisas científicas do mundo todo.

Imagem ilustrativa da imagem Ranking internacional destaca produção científica de mulheres na UEM
| Foto: Divulgação - Seti

A UEM se destacou na produção de artigos feitos por mulheres em áreas como Física e Engenharia, fato que posicionou a universidade entre as mais produtivas do País em pesquisas na área. As informações são da Agência de Notícias do Paraná.

ROTINA INVISÍVEL

A professora do Departamento de Informática da UEM Linnyer Beatrys Ruiz Aylon acredita que há muito a ser comemorado. Ela destaca que as mulheres cientistas têm uma rotina invisível, dividindo o tempo entre os experimentos, as aulas, os cuidados com a família e outros tantos papéis sociais.

Aylon concorda que fazer ciência é sempre um pouco mais complicado para as mulheres. “Por tudo isso, considero o ranking espetacular. Ele reflete bem os esforços que temos feito para nos destacarmos na ciência”.

A professora recebeu, em 2013, o prêmio IEEE Women in Engineering, entregue pelo Institute of Eletrical and Eletronics Engineers. A premiação foi um reconhecimento por sua contribuição na área de sistemas de computação, que está inserida na intersecção da ciência da computação e da microeletrônica e pela representação das mulheres na ciência.

INCENTIVO

Segundo dados divulgados pela Organização de Estados Ibero-americanos, o Brasil é o país ibero-americano com maior porcentagem de artigos científicos assinados por mulheres como autoras principais ou como coautoras. Entre 2014 e 2017 o País publicou 53 mil artigos, 72% deles produzidos por mulheres.

“Temos muitas pesquisadoras nas universidades estaduais e isso contribui para que as instituições se destaquem em avaliações e premiações nacionais e internacionais. O resultado é decorrente do apoio do governo do Estado e do excelente trabalho desenvolvido pelos programas de mestrado e doutorado das universidades”, afirma o superintendente de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Nelson Bona.

“A formação que oferecemos aos nossos alunos integra ensino, pesquisa e extensão em todas as áreas do conhecimento. Isso faz com que a universidade se fortaleça e melhore seu desempenho em diferentes rankings e classificações”, destacou o reitor da UEM, Júlio César Damasceno.

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