Ranking da Aids destaca Curitiba
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sábado, 02 de dezembro de 2000
Katia Michelle De Curitiba 
Curitiba já é a quinta cidade em número de casos de Aids notificados no País, ficando atrás apenas de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Belo Horizonte. O dado consta no Boletim Epidemiológico da Coordenação Nacional De Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e Aids publicado recentemente pelo Ministério da Saúde. A Capital também subiu cinco pontos no ranking de incidência da síndrome, ou seja de casos em que a doença foi detectada, mas ainda não se manifestou. Em 1998, Curitiba ocupava o 19º em incidência de Aids. Este ano, segundo o boletim, já ocupa o 14º lugar
O crescimento é apontado como natural pela coordenadora municipal de DST e Aids na Capital, Maria Gorete David Lopes. Ela explica que, por se tratar de uma metrópole, a doença tende a se manifestar proporcionalmente ao crescimento da população, mas ressalta que a Secretaria Municipal de Saúde tem ampliado os programas de prevenção. Um exemplo, comenta, foi a distribuição de 70 mil folders informativos ontem, Dia Mundial de Luta contra a Aids. Foi uma campanha muito produtiva, mas não deve se restringir a um só dia, alerta Maria Gorete.
Ela informa que, apesar de Curitiba ser a quinta cidade no País em número de casos, em 1998 a cidade ocupava o quarto lugar, caindo um ponto este ano. O que mostra que o trabalho de prevenção tem sido eficaz, ressalta.
Como exemplo ela cita os programas de atendimento para as mulheres e crianças infectadas. Dos quase 4,2 mil casos de Aids notificados desde 1984 em Curitiba, cerca de 4,5% são em menores de 13 anos. Para tentar diminuir essa incidência, a prefeitura implantou no ano passado o Programa Mãe Curitibana. Das 39 mil gestantes que já se vincularam ao programa, 30 mil fizeram o exame HIV, com 253 resultados positivos. Dos 44 bebês filhos de mães portadoras do vírus HIV atendidas desde então, 21 não foram contaminados. As demais crianças estão recebendo atendimento.
O tratamento em crianças nem sempre é fácil, pois elas enfrentam a rejeição desde cedo, comenta a presidente da Associação Paranaense Alegria de Viver (Apav), uma organização não governamental que abriga crianças portadoras do vírus. A Apav abriga atualmente 21 crianças com Aids.
São meninos e meninas de um mês a dez anos de idade, encaminhadas para a Apav pelo Conselho Tutelar e S.O.S Criança. A Apav é mantida com doações e trabalho voluntário. Informações podem ser obtidas pelo telefone (41) 247-2796.


