O 2º Rally Fluvial Nacional, que terminou no domingo após percorrer cerca de 400 quilômetros do Rio Ivaí, entre Fênix (63 km a nordeste de Campo Mourão) e Porto Camargo, já no Rio Paraná, resultou na apreensão de cerca de 600 metros de rede de pesca, 600 de espinhéis com vários anzóis, cerca de 200 anzóis de galho, tarrafas e até um motor de barco. Também foram notificados cinco pescadores, que poderão ser autuados e receber uma multa de 123 Ufirs (R$ 118,21), além de poderem ser condenados a detenção de 1 a 3 anos.
‘‘A fiscalização contra a pesca predatória foi um dos objetivos do rally’’, explica o técnico do escritório regional Instituto Ambiental do Paraná (IAP) em Campo Mourão, Luiz Rorato. O evento terminou com a participação de 18 equipes, envolvendo 68 pessoas, incluindo cinco técnicos do IAP e até um promotor de Justiça de Maringá. Além do material apreendido, os paticipantes do rally também soltaram no rio todos os peixes que foram encontrados em rede.
Os participantes do rally abordaram cerca de 45 barcos de pescadores. Apesar do material apreendido, Schicoski frisa que o evento mostrou avanços na conscientização ambiental. ‘‘A maioria dos participantes era pescadores’’, lembra. ‘‘Foi uma grande conquista fazer com que um pescador conscienizasse outro’’.
Outro objetivo do rally foi histórico-cultural. Os 68 participantes fizeram, na ordem inversa, o caminho que os colonizadores espanhóis fizeram no século XVI. ‘‘Os espanhóis subiram o rio, indo do Rio Paraná até o encontro do Rio Ivaí como Rio Corumbataí, onde formaram a Vila Rica do Espírito Santo’’, conta Schicoski. Ele lembra que a vila, fundada em 1592, ainda tem ruínas em Fênix.
Competição Percorrer os 400 quilômetros do Ivaí não foi tarefa fácil. Em vários trechos, os barcos tiveram que ser erguidos para passar sobre locais cheio de pedras. No trecho mais crítico, eles tiveram que ser levados por terra por cerca de dois quilômetros. ‘‘O rio estava cheio e muito perigoso’’, explica Schicoski. A idéia do rally, organizado pela Prefeitura de Fênix, é fazer com que as próximas edições tenham mais o caráter de competição. ‘‘Queremos descer o rio conscientizando e subir competindo’’, frisa.
Nos quatro dias de rally, as 18 equipes passaram por 31 municípios e tiveram quatro paradas principais. Parte delas foi para fiscalização, mas também houve plantio de mudas nativas em três locais e paradas para recolhimento de lixo encontrado às margens do rio e em ilhas. Para o ano que vem, a organização espera mais de 50 barcos no evento.

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