O sentimento é inocente em seu estado puro e comum a todos. Sentir raiva é perfeitamente normal, segundo dizem psiquiatras especialistas no assunto. Entretanto, quando os sintomas saem do controle e começam a trazer prejuízos para o dia a dia, é preciso ter cuidado. O aumento exagerado da raiva pode causar depressão e isolamento social, além de pressão alta, problemas gástricos, cardiológicos e até dermatológicos.
Para lidar com essa emoção, é preciso reconhecê-la, o que nem sempre é fácil. Também é preciso parar de alimentá-la e pensar duas vezes e ver se 'explodir' é a melhor solução. Não que os sentimentos tenham que ser reprimidos ou ignorados, mas as reações do ser humano podem e devem ser pensadas, já que influem também no próximo.
Para a enfermeira Weruska Bazzo, ficar calma é o segredo do sucesso. ''Quando estou com muita raiva fico quieta e tento me controlar ao máximo. Acho que extrapolar não adianta, mas cada um tem a sua forma de reagir e as características das pessoas precisam ser respeitadas'', disse.
Ederly Pozzobom também é adepta da paciência, mas assume que o trânsito as vezes a deixa com raiva. ''Dá para controlar. Acho que nunca estourei com ninguém e sempre que percebo que posso sair do controle respiro fundo várias vezes. Isso facilita bastante'', disse.
Darcio Scaropelli não lembrou de nenhum momento de raiva para contar à reportagem da FOLHA. ''Não guardo este sentimento. Na maioria das vezes esta não é uma boa lembrança'', disse. ''Já presenciei ataques de raiva de outras pessoas, mas também não gosto de lembrar'', completou. Ele afirmou que este é um sentimento que faz mal à sua saúde. ''Quando passo por uma situação de raiva, percebo que fico mal psicológica e fisicamente'', destacou.
O professor de educação física, Alexandre Lima de Fonseca, disse que a prática de atividades físicas ajuda a controlar o impulso, um dos perigos dos momentos de raiva. ''Quando era mais jovem já estourei com algumas pessoas, mas agora não tenho mais este tipo de comportamento'', disse. Ele contou que para driblar as situações mais difíceis, respira fundo e conta até dez. ''É um sentimento que não me faz bem. Quando as pessoas fazem coisas erradas no trânsito eu fico nervoso, mas procuro me controlar'', destacou. (Com Agência Graffo)

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