Raggio garante controle de inseto no Vale do Ivaí
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sexta-feira, 26 de janeiro de 2001
Maurício Borges De Apucarana 
O secretário estadual de Sa© úde, Armando Raggio, garantiu ontem em Apucarana que o tipo de bicho-barbeiro encontrado em cidades do Vale do Ivaí não representa risco para a população. O inseto encontrado na região é o Triatoma megistus, que raramente ataca seres humanos, explicou.
Segundo ele, o tipo mais perigoso de bicho-barbeiro, que causa o mal de chagas, é o Triatoma infetans, que se alimenta de sangue humano, mas está praticamente erradicado do Paraná. Na semana passada, técnicos da 16ª Regional de Saúde (Apucarana) e da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), manifestaram preocupação com o expressivo número de bichos-barbeiro capturados em Jandaia do Sul, Cambira e Arapongas. Cerca de 30% dos insetos estavam contaminados pelo Trypanossoma cruzi, protozoário que transmite o mal de chagas.
Os técnicos disseram que o tipo Triatoma megistus contaminado também poderia transmitir a doença para seres hunmanos. Porém, os técnicos deixaram de esclarecer que este tipo de bicho-barbeiro dificilmente chega ao meio domiciliar. Existe sim um risco de contaminação, mas este risco é mínimo, e não temos qualquer restrição em informar isso, afirmou o secretário.
Em Maringá, Raggio pediu total empenho para o controle do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. Em reunião com secretários e prefeitos da região, Raggio destacou a importância da continuidade das campanhas de limpeza e esclarecimento da população sobre o risco da proliferação do mosquito. O maior receio, segundo Raggio, é de que o Paraná venha a registrar casos de dengue tipo 2 e 3. No ano passado, o Paraná registrou 1.823 casos de dengue.
Outra preocupação do secretário é com a leishmaniose. A região mais atingida pela doença é a de Cianorte, onde há várias reservas ecológicas. Dos 820 casos registrados ano passado no Paraná, 110 foram detectados no município de Cianorte. O mosquito transmissor vive em matas.
Em Cornélio Procópio, a Vigilância Sanitária não localizou nenhum foco de esquistossomose (barriga dágua) nos caramujos coletados anteontem no córrego que percorre o Jardim Primavera. A coleta foi realizada durante o trabalho de eliminação dos caramujos, hospedeiros intermediários do verme transmissor da doença. No início da semana foram identificados quatro casos da doença e 23 suspeitos no bairro. (Colaboraram Marta Medeiros e Benedito Teles)


