Em várias cidades do porte de Cascavel (250 mil habitantes), maiores ou menores, o Procon não é encarado como ‘‘interesse secundário’’. O órgão está instalado em Londrina, Maringá, Ponta Grossa, Foz do Iguaçu e Guarapuava, e até mesmo em pequenas cidades vizinhas, como Catanduvas (10,2 mil habitantes) ou Lindoeste (7 mil habitantes). A resistência das autoridades municipais em implantar o Procon não foi quebrada apesar de várias visitas do coordenador estadual do órgão, Jaime Kreusch.
A Rádio Colméia de Cascavel tem levado ao ar uma gravação que mescla ironia com o sentimento de frustração da comunidade. Dois locutores simulam amigos travando diálogo, um deles dizendo que precisaria recorrer a determinado serviço, mas o outro informa que ele não é oferecido na cidade; tentou outro, alternativo, e ouve outra vez a resposta de que ele também inexistente. A sequência da ‘‘desproteção’’ ao consumidor é interminável, e então o locutor diz que não tem outra saída a não ser recorrer ao Procon. ‘‘Procon? Também não tem’’, arremata o interlocutor. Paulo Pegoraro

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