Rádio comunitária é tema de seminário na Unioeste
Para apresentar à comunidade o projeto de implantação de rádios comunitárias em seus câmpus, a Universidade do Oeste do Paraná (Unioeste) realizou ontem em Toledo o seminário Democratização dos Meios de Comunicação no Brasil. O evento contou com a participação de pessoas com experiência na área como Denilson Bramusse, coordenador da Rádio Totalmente Comunitária UAI FM, de Raul Soares (MG).
Bramusse acredita que o início da operação é o período mais difícil das rádios comunitárias, pois faltam credibilidade junto à comunidade, recursos financeiros e experiência. Mas, em poucos dias, a população começa a perceber que a rádio comunitária existe em seu benefício.
O primeiro passo para a criação da rádios comunitárias da Unioeste foi dado no câmpus de Toledo. Já está aprovado o estatuto de criação da associação da rádio, faltando agora dar sequência aos trâmites legais para sua instalação. Também estão em discussão a instalação de emissoras nos câmpus de Cascavel, Foz do Igaçu, Marechal Cândido Rondon e Francisco Beltrão.
De acordo com pró-reitor de Extensão da Unioeste, Alfredo Batista, existe a necessidade de criação de rádios nos cinco câmpus porque o alcance das rádios comunitárias é muito pequeno. De acordo com a lei, já foi regulamentada mas não aprovada, a potência de uma rádio comunitária não pode ultrapassar 25 watts e sua área de abrangência é de, no máximo, mil metros.
A instalação de rádios comunitárias é o primeiro passo para a criação do curso de comunicação social na Unioeste. Batista informa que a expectativa é incluir o curso em 2002. Nosso objetivo é trocar informações com a comunidade, abrir espaço para projetos sociais e, por fim, criar o curso de comunicação social, informou Batista.





