Radares registram mil infrações diárias
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sexta-feira, 10 de junho de 2016
Simoni Saris<br>Reportagem Local 
O balanço dos primeiros seis dias de funcionamento dos radares fixos e videomonitoramento instalados em 18 pontos de Londrina revela que o período de testes realizado na primeira quinzena de maio não foi suficiente para conscientizar os motoristas. Entre 1º e 6 de junho, a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) registrou 6.176 infrações, entre excesso de velocidade, avanço de sinal vermelho e parada sobre a faixa de pedestre. Foram mais de mil multas aplicadas por dia.
O excesso de velocidade foi a infração mais frequente, com 5.676 autos, e a Avenida Duque de Caxias, na região central, foi o ponto onde ocorreu a maioria dos registros, com 1.538 condutores flagrados trafegando a uma velocidade média de 70 km/h. O limite estabelecido para a via é de 50 km/h. "O excesso de velocidade é mesmo o maior problema aqui", disse o empresário Adriano Stadler. "Antes dos radares começarem a funcionar, o pessoal descia a 130 km/h, 140 km/h. Mas os motoristas ainda não se acostumaram. Eles fazem a curva e aceleram, chegam perto do radar e dão aquela freada. À noite é mais complicado porque não tem iluminação e o pessoal não vê. O radar pega muita gente à noite."
"Os radares são necessários, principalmente nos horários de pico. Mas o limite de velocidade é muito baixo. Aqui na Avenida Tiradentes (zona oeste), por exemplo, o limite é de 60 km/h. É muito pouco. Os motoristas vêm da rodovia em alta velocidade e têm que reduzir muito quando chega aqui. Acredito que isso até contribui para aumentar o fluxo de carros", reclamou o professor Adilson Idalgo.
O cruzamento da Avenida Tiradentes com a Rua Bauru (zona oeste) foi o campeão de registros por videomonitoramento. Naquele ponto, 94 condutores foram flagrados avançando o sinal e 24 pararam sobre a faixa de pedestres. Somados os 18 pontos monitorados por vídeo, foram 367 multas aplicadas por avanço de sinal vermelho e 134 por desrespeito à faixa de pedestres.
Para o bombeiro Julio Edon, a existência ou não de radares não faz diferença na maneira como ele dirige. "Sempre tento manter a velocidade determinada para cada via. Faço o possível para andar certo, mas o radar é bom porque a gente vê bastante irregularidade, principalmente excesso de velocidade e avanço de sinal vermelho", disse. "Nem reparei que tinha radar por aqui (na Avenida Tiradentes)", acrescentou. "Os radares ajudam bastante, mas a imprudência é muito grande. Ainda falta muita conscientização por parte dos motoristas. A falta de atenção e o desrespeito ao sinal são os principais problemas", opinou o gerente comercial Amadeu Moreira Bernini.
Na avaliação do presidente da CMTU, José Carlos Bruno de Oliveira, o número de infrações é alto, mas ficou dentro do esperado. "É a confirmação de uma teoria. Colocamos os radares em pontos de alto índice de acidentes e comprometimento de vidas. Não chega a ser surpresa quase 6,2 mil multas em seis dias, mas é preocupante."
Bruno acredita que assim que os motoristas flagrados forem recebendo as autuações, a tendência é que passem a respeitar os limites de velocidade. "Muita gente diz que o nosso interesse é financeiro, mas não é. Nosso objetivo não é ganhar dinheiro com multas." Além das 6.176 infrações já computadas, outras 5,5 mil imagens estão em análise e, segundo o presidente da CMTU, a maioria delas deve ser convertida em multas.
Bruno destacou que por questões de segurança, o avanço de sinal vermelho e a parada sobre faixa de pedestres registrados pelos equipamentos de videomonitoramento entre as 23 horas e as 6 horas não serão convertidos em multas, mas a exceção não se aplica ao excesso de velocidade captado pelos radares.


