Radares da Avenida Colombo, em Maringá, serão reativados
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sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007
Guilherme Borges<br>Reportagem Local 
Maringá - Até a próxima sexta-feira, dia dois de março, todos os radares da Avenida Colombo, via que corta o município de Maringá, devem voltar a funcionar. Os vídeovigias (também chamados de pardais pela população) estão desligados por falta de um convênio com o governo do Estado. Como se trata de uma rodovia federal, precisávamos de um convênio com o Estado, que por sua vez tem relação com a União, através do DER (Departamento de Estradas e Rodoagem), para que pudéssemos fiscalizar a via, explica o secretário de Transportes do município, Valter Guerlles.
A avenida é bastante movimentada - circulam cerca de 80 mil veículos por dia, principalmente caminhões -, tem semáforos em cada esquina e diversos radares espalhados ao longo dos onze quilômetros de extensão. Também vamos instalar máquinas fotográficas nos semáforos e disponibilizar equipes salva-vidas para melhorar o atendimento em caso de acidente, completa o
secretário.
Tanta preocupação não é sem sentido. Os números e as histórias revelam a violência da avenida. Em 2006, foram 577 ocorrências, com 240 feridos. Uma média de 48 acidentes por mês. A avenida Brasil, outra de grande porte e importância em Maringá, acumulou 313 acidentes, com 158 feridos. O cruzamento da Colombo com a avenida São Paulo é o pior em relação aos acidentes, afirma a gerente da Diretoria de Engenharia de Tráfego, Vera Maria de Oliveira. No ano passado, 68 acidentes com 18 feridos foram registrados no trecho citado
por ela.
Menos preocupados com os dados oficiais, porém apegados a lembranças nada agradáveis, vários maringaenses têm histórias a contar sobre a violência da Colombo. Eu vi um caminhão pegar um homem de bicicleta que estava no canteiro central esperando para atravessar. Foi horrível. Cena de filme de terror, lembra o vendedor Luiz Carlos Figueiredo, 34 anos.
O motoboy Cleverson Marcos, de 22 anos, que trabalha diariamente na avenida, coleciona casos. Não faz muito tempo que uma moça, de uns 20 anos, foi atropelada por um caminhão. Foi feio, viu? Mas tem também o rapaz do IML que foi atropelado. Aqui é difícil de andar. No entanto, ele não acredita que os equipamentos irão melhorar a situação. Marcos acha que tanta violência não é barrada por radares ou máquinas fotográficas. O que falta é respeito, afirma.
A mesma opinião é compartilhada pela secretária Margarete Lopes Iung, de 39 anos. O trânsito aqui é horrível. Precisa de uma campanha de reeducação para os motoristas. Aqui na Colombo mesmo, já vi vários acidentes. Aliás, quem não viu? O pior foi o da menina que foi atropelada por um rapaz que estava tirando racha. Fui até no velório dela. Ela trabalha na Universidade Estadual de Maringá (UEM), que tem sede na avenida, e se diz preocupada com tanto movimento de pedestres. São estudantes e pessoas o dia todo passando por aqui. Eu não fico tranqüila se as minhas filhas precisarem andar sozinhas nessa avenida.


