A falta de chuva em todo o Estado preocupa e obriga a população a tomar medidas preventivas para evitar o racionamento de água. Atitudes simples como fechar as torneiras e aproveitar água usada para lavar carros e calçadas, por exemplo, podem parecer pouco, mas colaboram em muito contra o desperdício. Cidades como Curiúva e Sapopema começam a racionar água em meados de agosto, se não chover. Em Londrina, Cambé e Arapongas, ainda não há ameaça de racionamento mas os efeitos da estiagem podem ser vistos no Tibagi, o maior rio da região. Em Jataizinho, onde a Suderhsa, (Superintendência de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental), faz um acompanhamento diário, a vazão de água do rio está em menos de 10% do normal. Ontem, a medição mostrou uma vazão de 42 m3 quando o normal, nesta época do ano, seria de 400 m3. Segundo a Suderhsa, falta pouco para bater o recorde de 38 m3, registrado em dezembro de 1988.
A situação mais preocupante é no Norte, nas cidades de Curiúva e Sapopema, onde predomina a agricultura. Um trabalho de conscientização junto à população está sendo desenvolvido nas duas cidades. Reuniões com lideranças comunitárias e malas-diretas orientam os moradores sobre como economizar água. ''Temos um bom retorno. A população entende e ajuda a economizar'', afirma o gerente da Sanepar de Cornélio Procópio, Milton Borghi.
Curiúva, cidade com nove mil habitantes, é abastecida pelo Rio Barreirinha e outros dois poços. A vazão média do rio é de 100 m3 e hoje está em apenas 50 m3. A previsão, segundo Borghi, é começar um esquema de rodízio na primeira semana de agosto. Postos no Aquífero Rio Bonito estão sendo perfurados e vão ajudar a abastecer a cidade.
Em Sapopema, município com quatro mil habitantes, a baixa vazão do Ribeirão Arroio Barreiro fez com que a Sanepar estudasse a captação emergencial no Ribeirão Lajeado. Até o final de agosto, a cidade também pode entrar no rodízio de racionamento de água. ''Os rodízios serão feitos em determinadas horas e bairros, conforme a necessidade. Isso deve acontecer se não chover significativamente na região''.
Em Londrina e Cambé não existe risco de racionamento mas a Sanepar alerta para a necessidade de controlar o uso da água.
Na região do Vale do Ivaí, a situação se tranquilizou com a chuva do início do mês. Em São João do Ivaí o abastecimento deve ser normal pelo menos pelos próximos 30 dias. O desvio do percurso da água do rio Macaquinho para o Rio Macaco já está sendo estudado e deverá resolver o problema. A ação será feita em parceria com o Instituto Ambiental do Paraná (IAP).
Em Rosário do Ivaí a Sanepar fez uma represa no ponto de captação. A chuva média de 35 milímetros registrada recentemente na região, mantém a situação por pelos menos mais 30 dias.
Em Jandaia do Sul, a situação também está equilibrada, mas algumas ações preventivas estão em andamento. Dois novos postos no Aquífero Guarani estão sendo perfurados e vão reforçar o abastecimento.
Em Cambira, a situação não preocupa já que dois postos de captação existentes na região são suficientes para abastecer a cidade.
No Norte Pioneiro, o Ribeirão Grande, em Ibaiti, está com grande queda de vazão. Se não chover nos próximos 30 dias, pode haver problemas de abastecimento, por isso, a Sanepar já pede o uso racional da água na região. O mesmo acontece em Jundiaí do Sul, onde também poderá ser implantado um rodízio.

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