Racionamento atinge Maringá
A Sanepar informou ontem que está racionando o abastecimento de água em Maringá, usando o sistema de rodízio entre os bairros. As regiões da periferia ficaram sem água ontem e hoje deverá ser a vez dos bairros do centro. Segundo a empresa, a causa é o excesso de consumo: 20% acima do normal.
A diretoria da empresa pediu aos moradores que evitassem o desperdício nesses dias de muito calor e lembrou que a capacidade de tratamento, hoje de 660 litros por segundo, deverá aumentar para cerca de 800 litros por segundo com o término das obras de ampliação do sistema (construção de mais um reservatório), previsto para o final deste mês.
O Instituto Ambiental do Paraná (IAP), no entanto, diz que o maior problema da Sanepar é a qualidade da água do Rio Pirapó, que está chegando aos reservatórios cada vez mais poluída. O Rio Pirapó é o responsável pelo abastecimento da cidade.
O engenheiro agrônomo Clóvis Lopes, chefe do IAP de Maringá, explica que a devastação das matas ciliares está provocando a queda de barrancos em pelo menos 50% da extensão do rio. A queda dos barrancos, aliada à poluição provocada por empresas e produtores rurais e à sujeira jogada nos coletores de águas pluviais das cidades da região, faz com que a água chegue imunda aos reservatórios, disse o engenheiro. Com um índice de sujeira muito grande, a Sanepar demora o dobro do tempo normal para fazer a limpeza da água, provocando o desabastecimento.
Lopes disse ainda que existe um consórcio intermunicipal formado há mais de dez anos entre os municípios da região com o objetivo de fazer com que cada cidade cuide da limpeza dos esgotos e galerias de águas pluviais, que através de córregos e riachos acaba desembocando no Pirapó.Arquivo FolhaPoluiçãoA devastação das matas ciliares já atingiu mais de 50% do Rio Pirapó: água chega suja ao reservatórioMarccio W. Varella





