O Sindicato dos Bancários de Londrina está devolvendo parte do imposto sindical recolhido esse ano. Os mais de três mil bancários representados pelo sindicato vão receber entre R$ 10,00 e R$ 200,00 cada um, dependendo do salário. Ao todo, o sindicato vai devolver R$ 100 mil.
O imposto sindical é aquele dia de trabalho que todo ano, no mês de março, os empregados têm descontado do pagamento. Do valor repassado ao governo, 60% retorna aos sindicatos de cada categoria. Os outros 40% ficam com o governo (20% vai para o Ministério do Trabalho, 15% para a Federação e 5% para a Confederação).
Enquanto não consegue suspender a cobrança na Justiça, o Sindicato dos Bancários de Londrina decidiu devolver o imposto. A primeira devolução foi em 1989. Segundo o presidente do sindicato, José Francisco da Silva, a entidade está com uma ação na Justiça para suspender integralmente a cobrança do imposto, incluindo os 40% que vão para o governo. ‘‘Como é imposto, os empregadores não aceitam não descontar. Por isso há necessidade de uma decisão judicial’’, explica.
Segundo ele, os sindicatos da categoria de Curitiba e São Paulo conseguiram liminares contra a cobrança do imposto sindical. Silva não tem informações de outros sindicatos - de bancários ou de outras categorias - no Paraná que estejam tentando derrubar o imposto sindical.
‘‘Não existe prestação de contas desse dinheiro que vai para o governo, ninguém sabe a finalidade. O dinheiro não volta para o trabalhador; então não existe função para o imposto’’, defende Silva. A parte que vai para os sindicatos, segundo ele, em muitos casos serve para manter os sindicatos fantasmas que têm endereço, mas não representa nenhuma categoria.
Silva afirma que, para os sindicalizados, que representam mais de 90% da categoria dos bancários, o próprio sindicato vai devolver o valor cobrado pelo imposto nos locias de trabalho. Os outros devem buscar a devolução na sede do sindicato. O prazo para isso termina em setembro. Os bancários aposentados, licenciados ou demitidos, mas que trabalhavam em março, também terão a devolução.

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