Quituteiros ganham espaço no Calçadão
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domingo, 13 de fevereiro de 2005
Chiara Papali<br> Reportagem Local 
Uma pequena mostra da culinária e dos costumes de várias partes do mundo pode ser encontrada bem aqui, em Londrina, todos os domingos, no Calçadão. Isto na Feira do Feito à Mão, que reúne artesãos e quituteiros, a maioria da cidade mesmo, mas que colocam à venda produtos em que a diversidade cultural está presente.
A França, por exemplo, fica logo ali, na barraca de crepes doces e salgados. E o melhor, feitos por um francês - Alain David, de 43 anos, casado com uma brasileira e há quatro meses no Brasil. Os olhos azuis e a pele clara já dão indícios da nacionalidade do ''chef'', funcionário público no país de origem, mas é mesmo o sotaque que dá a certeza.
E ele faz questão de ressaltar, enquanto joga a massa na chapa, recheia e finaliza com pimenta do reino moída na hora: ''Crepe é um pouquinho diferente da panqueca, a massa é bem fininha''. Outra diferença, segundo ele, é que os brasileiros preferem os crepes salgados, e os franceses, os doces. Cada crepe, com recheios de frango ou presunto, tomate e queijo, ou maçã, abacaxi e chocolate, custa de R$ 2,00 a 3,00 e valem por uma refeição.
Nhoque, prato tradicional da culinária italiana, pode ser encontrado na barraca da quituteira Yvone Santa Maria Sachsida. Pronto para levar para casa, com ou sem molho, é uma boa opção para o almoço de domingo. Cada pacote com meio quilo custa R$ 3,00. ''É mais fácil comprar assim, e é muito bom'', garante uma das clientes, Maria Antonieta Campos Lima, de 80 anos. Na barraca não faltam também opções bem brasileiras: cuscuz de frango ou de sardinha, pão de torresmo, empadinhas e coxinhas.
Já a Alemanha pode ser lembrada pelas cucas e bolos; Portugal, pelas bolachinhas de pingas; e a Hungria, pelas fatias húngaras, com preços que variam de R$ 2,00 a R$ 4,00. ''Sou descendente de italianos e alemães e aprendi as receitas com a minha mãe'', conta Bárbara Moretto. Ela adaptou algumas receitas para dar um toque brasileiro e disso surgiram os biscoitos de maracujá e de coco com polvilho.
Ainda não representado na culinária, o Japão também está presente na arte milenar do bonsai. Artesanato, bijuterias, enfeites, tapetes, bolsas e até ovos de avestruz, podem ser encontrados passeando pela feira, que abrange boa parte Calçadão. Assim como diversão: ''Adoro essa feira, moro na Zona Norte e venho sempre aqui, só para passear'', diz a farmacêutica Sandra Bonini.
Serviço: A Feira do Feito à Mão funciona todos os domingos, das 9h30 às 13h30, no calçadão, entre a Rua Prefeito Hugo Cabral e a Avenida São Paulo


