Os três quiosques que restam na Praça Rocha Pombo deverão ser retirados do local no prazo máximo de uma semana. A informação é da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), que está preparando um decreto para revogar a permissão definitiva de uso. Na semana passada, o primeiro proprietário foi despejado. ''Aquele processo foi mais rápido porque ele não tinha alvará para trabalhar'', explicou a advogada da CMTU, Cristel Rodrigues Bared.
A expectativa da autarquia é publicar o decreto e notificar os comerciantes amanhã e autorizar a mudança até a próxima segunda-feira. Caso contrário, serão retirados pelos fiscais de postura. Embora legalizados, não há outra solução. Segundo a advogada, a revitalização da Praça (em andamento) não prevê a manutenção de quiosques e ambulantes.
As bancas de revista Regente e Alves funcionam no local há cerca de 35 anos, quando o atual Museu de Arte abrigava o Terminal Rodoviário do município. Os respectivos proprietários Aparecida de Fátima Martins e Moacir Luiz ainda se dizem atordoados com a intimação. Nenhum deles sequer pensou num ponto substituto àquele. ''Concordo com a obra, mas não tenho para onde ir e preciso deste negócio para sobreviver e sustentar a família'', alegou Aparecida. Luiz apresentou a mesma justificativa e completou dizendo: ''Quando a praça foi tombada já estávamos aqui. Então, também deveríamos fazer parte do projeto''. Na opinião de José Luiz Palha Lessa, do quiosque de sucos e sorvetes existente entre as duas bancas de revista, não existe outro ponto melhor que o atual.
Os ambulantes que fizeram da praça seu local de trabalho há 20 anos já sentem os efeitos da mudança. Maria Terezinha de Lima e José Cristiano da Silva, locados respectivamente na Avenida São Paulo e na Rua Sergipe, garantem que o início das obras e a saída do primeiro quiosque reduziram significativamente o movimento dos clientes em seus carrinhos de lanche. ''Sou contra esta idéia. Quando trabalhamos próximos uns aos outros o resultado é melhor para todos. O Centro já está lotado e não há outro ponto como este para trabalharmos. Se sairmos daqui vamos passar fome'', reclamou Terezinha que, embora não saiba, poderá ser transferida pela CMTU para outra área pública.

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