Curitiba - O balanço das polícias rodoviárias Estadual e Federal ainda são parciais, mas já mostram que o número de mortes nas estradas paranaenses durante o Carnaval ultrapassa o do mesmo período do ano passado. De sexta-feira até as 16 horas de ontem, 15 pessoas já tinham morrido em acidentes. Em 2001, dez mortes foram notificadas.
Até a tarde de ontem o número de acidentes era menor do que o registrado no Carnaval passado, mas a preocupação das polícias era que o retorno dos veranistas aumentasse as estatísticas. No ano passado, houve 288 acidentes – 114 nas rodovias federais e 174 nas estaduais. Este ano foram contabilizados parcialmente 267 acidentes, 103 nas estradas de responsabilidade da Polícia Rodoviária Federal e 164 nas da Polícia Rodoviária Estadual.
Para evitar transtornos, muitas pessoas deixaram as praias já na tarde de ontem. O tráfego começou a ficar mais intenso a partir do meio-dia, mas o maior movimento na BR-277, que liga Curitiba a Paranaguá, foi registrado às 16 horas. Eram 2.376 carros passando por hora no posto de pedágio da Ecovia, concessionária que administra a rodovia.
A previsão da concessionária é que o trânsito continue intenso até as 12 horas de hoje, já que a muita gente preferiu aproveitar o feriadão até o último momento. Na tarde de ontem, ainda era esperado o retorno de 50 mil carros vindos do Litoral. Entre as 10 horas e o meio-dia de hoje o tráfego na rodovia deve continuar superando a média de 2 mil carros por hora. Em dias normais, o movimento é de 600 veículos/hora.
Para facilitar o retorno dos motoristas, a Ecovia alterou o trânsito no viaduto que liga a PR-407, que sai de Praia de Leste, até a BR-277. Entre as 16 e 20 horas de ontem e das 8 às 15 horas de hoje a passagem de carro está sendo feita em um único sentido, em direção a Curitiba.
Apesar do movimento, a volta das praias foi tranquila até as 18h30, quando uma manifestação de moradores fechou a BR-277 no km 73 (em São José dos Pinhais), provocando uma longa fila de carros. Cerca de 300 pessoas bloquearam a rodovia por 30 minutos para chamar a atenção e pressionar a concessionária a construir uma passarela. Segundo os manifestantes, o número de atropelamentos é grande, principalmente nesta época do ano, quando aumenta a quantidade de carros que passa pelo local.

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