Curitiba - Enquanto uma turma de novatos comemorou no domingo a conquista de uma mandato na Câmara, 15 vereadores da atual legislatura viram a chance de se reeleger morrer nas urnas. Outros três nem participaram da eleição, caso do petista André Passos, que não se candidatou para se dedicar à coordenação da campanha de Gleisi Hoffmann (PT) à prefeitura. Já Manassés e Mestre Déa, ambos sem partido, desistiram de suas candidaturas depois de uma divergência interna do PRTB, partido do qual faziam parte.
Já o veterano Paulo Salamuni (PV) ficou na primeira suplência do partido, apesar da sigla manter o número de cadeiras que ocupa na Câmara. "A gente vê que essa eleição consagrou candidatos mais populistas", avaliou. Segundo o vereador, que termina em dezembro sua quinta legislatura, o resultado o surpreendeu. Salamuni planeja voltar ao cargo que ocupa na procuradoria do município, mas não descarta uma volta à Câmara.
Roseli Isidoro (PT) também deixará a Casa no fim do ano. Como a bancada petista encolheu de cinco para três vagas, Roseli ficou de fora junto com o colega de legislatura e partido Adenival. "O desempenho do PT na Câmara sofreu um reflexo do resultado da eleição majoritária", analisou. "Foi um equívoco o partido ter optado por não dar mais espaço aos candidatos com maior chance de reeleição", completou.
Também não se reelegeram Angelo Batista (PP), Custódio da Silva (PR), Élcio Pereira (PPS), Elias Vidal (PP), Geraldo Bobatto (DEM), Jorge Bernardi (PDT), José Sandoval (PTB), Luis Ernesto (PSDB), Luizão (PC do B), Nely Almeida (PSDB), Pastor Gilso (PSDB) e Sérgio Ribeiro (PV).

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