Ansiosos, funcionários da UEL (Universidade Estadual de Londrina) aguardam para esta quinta-feira (1º) o governo estadual pagar os salários de janeiro. O receio aumentou depois que a Secretaria de Fazenda ameaçou não efetuar os depósitos pela demora da adesão da instituição ao chamado Meta 4, programa de gerenciamento de recursos humanos. A decisão de ingressar no sistema foi tomada pela reitora da UEL, Berenice Jordão. Se a medida não fosse aplicada, ela poderia ser multada em até R$ 500 por dia.

Enquanto isso, a Assuel, que representa os servidores, e o Sindiprol/Aduel, dos professores, pré-agendaram assembleias para a manhã desta quinta se o governo tornar a ameaça em realidade. "Já aprovamos o indicativo de greve. Se isso acontecer (salários não depositados), não tenho dúvidas de que a paralisação começará em pouco tempo", declarou o presidente da Assuel, Adão Brasilino.

O representante do Sindiprol, Nilson Magnanin Filho, afirmou que a discussão entre os docentes será realizada às 9h30. "Se o salário pingar na conta, o objeto de deliberação da reunião consequentemente será dissolvido. Mas estamos atentos", garantiu. Além da UEL, UEPG (Ponta Grossa) e outras duas universidades estaduais aderiram ao Meta 4.

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