O prefeito de Quinta do Sol (43 km ao norte de Campo Mourão), Narcizo Cacilha (PFL), mandou suspender a cobrança da taxa de iluminação pública na cidade. ‘‘Já enviei ofício à Copel autorizando que não cobre mais a taxa de nenhum morador de Quinta do Sol’’, explicou o prefeito. Ele tomou a medida por achar injusto que só quem procurasse a Copel obtivesse a isenção.
Além de perder a receita que obtinha com o pagamento da taxa através das tarifas de energia elétrica, o prefeito admitiu que ainda não sabe como vai manter a iluminação pública da cidade. ‘‘Vamos ter que usar recursos próprios até que o Congresso Nacional decida o que fazer’’.
De acorco com Cacilha, a prefeitura gasta R$ 3,5 mil para manter a iluminação pública na cidade. ‘‘Para nós, faz falta’’. O município tem 5 mil habitantes. ‘‘Se não sair uma solução no Congresso, vamos ter que encontrar uma saída viável por aqui mesmo’’, disse. Uma das hipóteses é cobrar a taxa através de bloquetos.
Cacilha descarta a hipótese de passar a cobrança para o IPTU. Ele lembra que a inadimplência com o IPTU é de 48%. O prefeito afirma que vai percorrer todos os bairros e fazer reuniões em todas as igrejas para esclarecer a população que a cobrança deverá voltar de alguma outra forma.
Em Campo Mourão, o prefeito Tauillo Tezelli (PPS) já admite que algumas ruas podem ficar no escuro caso não haja uma solução rápida para o problema. A prefeitura gasta cerca de R$ 1 milhão por ano para manter a iluminação pública. Tezelli também se queixa que os consumidores que mais estão aderindo à isenção da taxa são os mais ricos.

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