Químico diz que o produto não é tóxico
A Super Bonder não é tóxica, como se pensa e se divulga comumente. Ela só não é aconselhada para fins médicos porque não é um produto esterilizado, explica o engenheiro químico Guilherme Andrade, responsável pela fórmula e produção da cola na fábrica da Loctite, em Itapevi, na Grande São Paulo. Nascido em Angola (África), ele chegou ao Brasil há 22 anos e há 20 trabalha na Loctite, que era uma empresa norte-americana e no ano passado foi comprada por um grupo alemão.
Segundo o químico, a cola produzida a base de éster de cianoacrilato - ácido conseguido a partir de reações químicas - não foi inventada, mas descoberta quase por acaso em 1950, durante pesquisas nos laboratórios da Eastman Kodak, nos Estados Unidos. Ela foi patenteada e começou a ser comercializada em 1960. No Brasil, ela começou a ser vendida em 1975, mas só é produzida há 18 anos.
Os leigos confundem a nossa fórmula, pensando que ela pode conter o gás cianídrico, que é realmente tóxico e causa problemas sérios. Isso não é verdadeiro. A cola não é tóxica, tanto que é fabricada e comercializada no mundo todo, aí incluídos os Estados Unidos e países desenvolvidos da Europa, afirma Guilherme Andrade.
Naqueles países, a Loctide vende a Indermil, uma cola médica esterilizada cuja composição é bastante parecida com a da Super Bonder. Ela não chegou ainda ao Brasil por causa do preço. A fábrica de Itapevi - dona de 90% deste mercado no País - emprega 350 funcionários e fabrica 5 mil bisnagas da cola por mês, o que rende um faturamento anual de R$ 80 milhões.





